O governo moçambicano pretende preparar os empresários nacionais em matérias de comercialização de produtos agrícolas para exportarem para a China, anunci...
"Discutimos a necessidade de sensibilização do setor privado moçambicano sobre como efetuar o registo e participar neste processo de exportação de produtos nacionais para a China, onde destacamos a soja, o gergelim e outros produtos básicos produzidos no nosso setor agrícola. São produtos de exportação do nosso país para o mercado chinês", disse o ministro da Economia, Basílio Muhate, no final de um encontro com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que congrega o setor privado nacional.
Segundo o governante, o trabalho conjunto entre o executivo e o setor privado pretende assegurar que os empresários conheçam os procedimentos necessários para aceder ao mercado chinês, numa altura em que Moçambique procura aumentar o volume e diversificar as exportações para aquele destino.
O presidente da CTA, Álvaro Massingue, considerou que a abertura do mercado chinês representa uma oportunidade para reduzir o défice comercial de Moçambique com aquele país, defendendo uma maior preparação das empresas nacionais.
"Moçambique exporta menos do que importa da China, mas com esta abertura o que nós temos de fazer é nos prepararmos para aumentarmos as nossas exportações, aproveitando esta abertura do mercado chinês", declarou.
Segundo Álvaro Massingue, o Governo e a embaixada da China estão a trabalhar na definição das normas e requisitos que os empresários deverão cumprir para exportar para aquele mercado, incluindo a atualização da lista de produtos elegíveis.
A iniciativa enquadra-se na estratégia do Governo para reforçar as exportações nacionais, com destaque para produtos agrícolas como soja, gergelim e outras culturas, procurando ampliar a presença de bens moçambicanos no mercado chinês através do cumprimento das exigências técnicas e sanitárias impostas por aquele país.
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