O ministro da Presidência saudou hoje a disponibilidade "séria e responsável" do PS para discutir a viabilização do próximo Orçamento do Estado, mas recu...
No final da conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro assegurou que haverá diálogo com os partidos antes da entrega da proposta orçamental para 2027, sobretudo com os partidos que o poderão viabilizar, ou seja, Chega e PS.
"Eu saúdo aqueles, e aquele em particular, que tem mostrado e tem repetido uma disponibilidade que nós acreditamos que é sincera e responsável para chegar a um caminho", afirmou, sem referir explicitamente que se dirigia ao PS, mas depois de ser questionado sobre as condições colocadas por José Luís Carneiro para viabilizar o documento.
Leitão Amaro considerou que não seria "nem elegante nem respeitador" responder publicamente sobre essas condições, remetendo-as para um contexto de reuniões partidárias, tal como às exigências do Chega, repetindo apenas a recusa categórica de baixar a idade da reforma.
"Haverá momentos e lugares, sim, para discutir as condições de viabilização (...) Nós gostamos do diálogo e precisamos do diálogo, as duas coisas. Precisamos porque não temos maioria absoluta para aprovar leis, incluindo a Lei do Orçamento, e gostamos dessa abordagem e dessa prática política", afirmou.
O ministro da Presidência admitiu que esse diálogo será mais intenso "com os partidos maiores, que podem ser decisivos para aprovação, desde que os mesmos sejam disponíveis".
"No caminho para esse momento, os partidos irem afirmando as suas posições e as suas preferências, é normal, respeitamos integralmente, saudamos muito o sentido de responsabilidade daqueles que se disponibilizam a ter um diálogo construtivo, não para inglês ver ou para português se distrair", afirmou.
O ministro da Presidência sublinhou que "o Orçamento não é o programa de governo, e viabilizar um orçamento não significa que se está a aderir ao programa de governo, nem a transformar-se num partido de governo".
"Não, pode-se estar perfeitamente na oposição e deixar o governo governar", afirmou.
O Orçamento do Estado tem de ser entregue na Assembleia da República pelo Governo até 10 de outubro, data que, este ano, calha a um sábado. No ano passado, o Governo submeteu o documento no dia 09, na véspera do prazo limite e do último dia de campanha eleitoral autárquica.
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