Pesquisa com IA identifica terras agrícolas abandonadas no Cerrado - Fernando Frazão/Agência Brasil O Hub Tecnológico de Materiais Avançados e Minerais Estratégicos (Granioter), iniciativa sediada no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN/CNEN), entra em uma nova fase de expansão. O fortalecimento do projeto foi oficializado com a assinatura de um Acordo de Parceria para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) entre o CDTN/CNEN e o Instituto Nacional de Terras Raras (INTR), com interveniência da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep).

Criado no âmbito do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Granioter foi concebido para conectar pesquisa científica, infraestrutura laboratorial, pesquisa aplicada e setor produtivo, impulsionando o desenvolvimento de tecnologias voltadas aos minerais estratégicos e aos materiais avançados.

A iniciativa busca transformar o potencial mineral brasileiro em conhecimento, inovação e produtos de maior valor agregado. Suas ações estão voltadas para cadeias consideradas estratégicas, como terras raras, minerais críticos, grafeno, nióbio e outros materiais essenciais para setores como transição energética, mobilidade elétrica, semicondutores, defesa e tecnologias de baixo carbono.

Com a entrada do INTR, o Granioter amplia sua capacidade técnica e sua articulação com empresas, universidades, instituições públicas e investidores.

ntre as ações previstas estão o desenvolvimento de tecnologias para caracterização mineral, criação de protocolos técnicos, estudos ambientais e radiológicos, desenvolvimento de rotas de concentração e refino de minerais, análises de viabilidade econômica e formação de profissionais especializados.

Um dos destaques da parceria é a implantação de uma unidade móvel de caracterização mineral. A estrutura permitirá realizar análises preliminares diretamente em áreas de pesquisa mineral, reduzindo prazos, facilitando a tomada de decisões em campo e tornando o processo mais eficiente.

O Granioter foi criado para aproximar laboratórios e empresas, permitindo que minerais de interesse econômico sejam estudados, caracterizados e transformados em soluções tecnológicas para o mercado.

A proposta é reduzir gargalos técnicos, ampliar a capacidade analítica do país e apoiar o desenvolvimento de tecnologias nacionais voltadas aos minerais estratégicos.