Bolsa brasileira acompanha alívio nos mercados internacionais após criação de empregos nos Estados Unidos ficar abaixo do esperado

Priorizar nos meus resultados Google O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira, 2, em alta, acompanhando o bom humor dos mercados internacionais após a divulgação de dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que reduziram as apostas em um aperto adicional da política monetária pelo Federal Reserve (Fed). O principal índice da B3 fechou aos 172 787 pontos, com avanço de 0,64%, enquanto o dólar comercial encerrou cotado a 5,22 reais.

No exterior, o principal destaque do dia foi o relatório de emprego dos Estados Unidos. A economia americana criou 57 mil vagas fora do setor agrícola em junho, abaixo da expectativa de 110 mil postos, segundo pesquisa da Reuters. O resultado reforçou a percepção de que o Fed poderá manter uma postura menos agressiva em relação aos juros, favorecendo ativos de maior risco, como ações de mercados emergentes.

Apesar do alívio, o cenário internacional segue marcado por cautela. Investidores continuam monitorando as tensões no Oriente Médio após o governo do Irã voltar a advertir os Estados Unidos sobre qualquer interferência no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

Na bolsa brasileira, as ações dos grandes bancos sustentaram parte dos ganhos do índice. O Santander (SANB11) liderava com 0,60% seguido pelo Banco do Brasil (BBAS3) com 0,56%. Enquanto isso o Bradesco (BBDC4) com 0,31% e Itaú (ITUB4) com 0,02%.

Para Gustavo Assis, CEO da Asset, a reação positiva do mercado decorre principalmente da mudança nas expectativas em relação à política monetária americana. “O Ibovespa sobe porque o payroll americano veio mais fraco do que o esperado, com criação de 57 mil vagas em junho, e reduziu a pressão sobre os juros nos Estados Unidos. Esse dado melhora o apetite por risco em mercados emergentes e favorece ativos brasileiros, especialmente empresas mais sensíveis ao custo de capital.”