O torcedor da República Democrática do Congo Michel Kuka Mboladinga vai perder o confronto decisivo da fase de grupos da Copa do Mundo, contra o Uzbequistão, neste sábado (27), porque não conseguiu o visto para entrar nos Estados Unidos. Leia mais (06/27/2026 - 17h22)

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27.jun.2026 às 17h22

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O torcedor da República Democrática do Congo Michel Kuka Mboladinga vai perder o confronto decisivo da fase de grupos da Copa do Mundo, contra o Uzbequistão, neste sábado (27), porque não conseguiu o visto para entrar nos Estados Unidos.

Mboladinga ganhou destaque na final da Copa Africana de Nações no Marrocos. Ele se tornou uma figura singular nas arquibancadas ao permanecer imóvel durante as partidas, uma homenagem ao primeiro premiê do país, Patrice Lumumba, figura reverenciada após ter sido morto por fuzilamento em 1961.

O torcedor tem uma semelhança impressionante com Lumumba e usa ternos coloridos com as cores da bandeira da RD do Congo.

Depois de apoiar os congoleses na última partida no México, ele não estará em Atlanta para o jogo decisivo, que pode classificar a seleção para o mata-mata do Mundial.

A embaixadora congolesa em Washington, Kapinga Yvette Ngandu, disse à Reuters que espera que ele consiga o visto caso a RD do Congo avance para a fase eliminatória da Copa do Mundo.

Apelidado de "Lumumba Vea" por causa de sua homenagem, Mboladinga ergue o braço em uma pose semelhante à uma estátua de Lumumba na capital Kinshasa.

Em contraste marcante com os torcedores vibrantes cantando e comemorando ao seu redor, Mboladinga permanece imóvel durante todo o jogo.

Seu apoio singular lhe rendeu notoriedade mundial e, quando voltou do Marrocos em janeiro, ganhou um jipe do governo congolês.

Mboladinga estava nas arquibancadas do estádio de Guadalajara na terça-feira (23), durante o jogo entre RD do Congo e Colômbia, vencido por 1 a 0 pelos sul-americanos.

Mboladinga demorou a chegar à Copa do Mundo devido às restrições impostas a viajantes da RD do Congo por causa do surto de Ebola no país.

O número de casos confirmados da doença aumentou para 1.203, incluindo 321 mortes, segundo dados do governo divulgados nesta sexta-feira (26).

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