O Irã acusou os Estados Unidos neste sábado (27) de "violação flagrante" do acordo de paz firmado entre os dois lados para encerrar a guerra no Oriente Médio, após os mais recentes ataques americanos ao país que ocorreram nesta sexta-feira (26). Leia mais (06/27/2026 - 06h17)

benefício do assinante

Você tem 7 acessos por dia para dar de presente. Qualquer pessoa que não é assinante poderá ler.

benefício do assinante

Assinantes podem liberar 7 acessos por dia para conteúdos da Folha.

Salvar para ler depois

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

27.jun.2026 às 6h17 Atualizado: 27.jun.2026 às 8h17

O Irã afirmou ter atingido alvos ligados às forças dos Estados Unidos neste sábado (27), em resposta a ataques aéreos americanos em sua costa sul ocorridos nesta sexta (26), enquanto ambos os lados continuam a acusar um ao outro de violar o acordo da semana passada, destinado a encerrar a guerra que já dura quatro meses.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã não identificou os locais de seus ataques, que descreveu como ações "defensivas" de resposta aos "ataques aéreos bárbaros" dos EUA contra suas instalações de vigilância costeira —ações que, segundo o país, também violaram a Carta da ONU.

Mais tarde, o Bahrein —que abriga tropas da Marinha dos EUA— condenou o que classificou de um ataque de drone iraniano ao seu território, chamando-o de violação flagrante de sua soberania e ameaça à sua segurança, e acrescentou que se reserva o direito de se defender.

Washington não respondeu de imediato ao relato iraniano sobre o ataque a alvos americanos, uma tática que tem buscado enfraquecer os aliados dos EUA na região durante o conflito.

O Irã ainda acusou os EUA de "violação flagrante" do acordo de paz firmado entre os dois lados há 11 dias. "Esses ataques brutais, que tiveram como alvo instalações iranianas de vigilância costeira, são uma violação flagrante" do memorando de entendimento para encerrar a guerra, declarou o Ministério das Relações Exteriores do Irã em comunicado.

Também neste sábado, um navio-tanque relatou ter sido atingido por um projétil não identificado no estreito de Hormuz, segundo a organização Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido. A embarcação sofreu danos na ponte de comando, mas toda a tripulação está em segurança e não há relatos de danos ambientais no momento da notificação, acrescentou o comunicado.

Sem citar qualquer caso específico, a TV estatal do Irã afirmou que mais navios buscam autorização iraniana para transitar pelo estreito após embarcações não autorizadas terem sido alvo de tiros de advertência.

Voltar Compartilhe Ícone Facebook Facebook Ícone Whatsapp Whatsapp Ícone X X Ícone de messenger Messenger Ícone Linkedin Linkedin Ícone de envelope E-mail Ícone de linkCadeado representando um link Copiar link Ícone fechar

O memorando assinado entre EUA e Irã é um documento com 14 pontos que estabelece o fim imediato das operações militares entre os dois países e seus aliados, prevê a reabertura do estreito de Hormuz, a retirada gradual de forças americanas da região e fixa um prazo de até 60 dias para a negociação de um acordo definitivo, que deverá incluir um novo pacto sobre o programa nuclear iraniano.

O texto também prevê a suspensão de sanções contra Teerã, a liberação de ativos iranianos congelados, isenções para exportações de petróleo e um plano de reconstrução do país de ao menos US$ 300 bilhões, financiado por parceiros dos EUA. Em contrapartida, o Irã reafirma que não desenvolverá armas nucleares e aceita negociar o futuro de seu estoque de urânio enriquecido sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O Exército dos EUA declarou que suas forças atacaram depósitos iranianos de mísseis e drones, além de instalações de radar costeiro, na sexta, em resposta a um ataque iraniano contra um navio cargueiro que transitava pelo estratégico estreito de Hormuz.

Receba no seu email uma seleção semanal com o que de mais importante aconteceu no mundo

Sem dar detalhes, a Guarda Revolucionária do Irã disse ter revidado o ataque americano mirando postos militares dos EUA na região. A nova onda de hostilidades tensiona ainda mais o frágil acordo de paz firmado no dia 17 de junho entre os dois países.