Representantes dos dois países devem se reunir durante dois dias para definir a implementação de um acordo

Priorizar nos meus resultados Google Delegações do Líbano e de Israel chegaram à embaixada dos Estados Unidos em Roma, na Itália, nesta terça-feira, 14, para retomar negociações pelo fim do conflito entre forças israelenses e o grupo militante libanês Hezbollah.

Representantes dos dois países devem se reunir durante dois dias para definir a implementação de um acordo-quadro, disseram autoridades libanesas à agência de notícias Reuters. As negociações fazem parte de um esforço iniciado em abril para reduzir as tensões na fronteira entre os dois países, que não mantêm relações diplomáticas formais. 

Israel declarou nesta terça-feira que espera que as negociações com Beirute contribuam para a implementação de um acordo sobre duas “zonas-piloto” no sul do Líbano, das quais as tropas israelenses se retirariam. Enquanto isso, autoridades libanesas esperam avanços sobre a retirada israelense do sul do país.

Na segunda-feira, a Presidência libanesa alertou que exigirá a retirada das tropas israelenses como condição para novas negociações.

Já o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou que seu país está “disposto a avançar com a implementação dessas duas zonas-piloto”. “Espero e quero acreditar que esta rodada de negociações em Roma facilitará isso”, disse ele a repórteres em Jerusalém.

O Irã exigiu o fim da guerra no Líbano como parte de seu acordo provisório com Washington, assinado no mês passado, mas o pacto foi abalado pela retomada das hostilidades entre os EUA e o Irã na semana passada.

Em 26 de junho, representantes de Israel e Líbano chegaram a um acordo preliminar com o objetivo de encerrar a guerra. O Hezbollah, no entanto, rejeitou o pacto que previa seu desarmamento.

O confronto entre Israel e o Hezbollah se intensificou em 2 de março, quando o grupo libanês passou a lançar foguetes contra o território israelense em apoio ao Irã. A resposta israelense incluiu uma ampla campanha de bombardeios e uma ofensiva terrestre no sul do Líbano.

Segundo o Ministério da Saúde libanês, mais de 4.100 pessoas morreram desde o início da escalada militar, embora o governo não diferencie civis de integrantes do Hezbollah entre as vítimas. O conflito também provocou o deslocamento de mais de um milhão de pessoas.

Do outro lado, pelo menos 32 soldados israelenses e quatro civis israelenses foram mortos pelo Hezbollah, a maioria deles no sul do Líbano, desde que os últimos combates eclodiram.