Candidato do PSOL critica política tradicional e ataques entre adversários - Davi de Queiroz | Folha de Pernambuco O candidato ao governo do estado, Ivan Moraes (PSOL), criticou a manutenção das oligarquias locais e defendeu uma ruptura com a política tradicional, em entrevista coletiva concedida após participar de sabatina na Fiepe, na tarde desta quarta-feira (2).

“O povo pernambucano, quando percebe a existência da nossa candidatura, imediatamente entende que aqui em Pernambuco não tem nenhuma necessidade de trocar seis por meia dúzia. Eu estou na missão de acabar com o revezamento de herdeiro no Palácio das Princesas”, declarou Ivan Moraes. Questionado sobre os episódios recentes de denúncias e cartazes apócrifos, o postulante afirmou que o tom agressivo das campanhas reflete uma prática recorrente no estado e argumentou que esse cenário afasta o eleitor da política. “Infelizmente, a baixaria no processo eleitoral não é uma novidade em Pernambuco. Se você parar para pensar, você vai lembrar de vários episódios em que a disputa eleitoral se deu a partir de denúncias difamatórias. Isso faz parte de uma cultura política que tem que acabar. E não é à toa que boa parte da população brasileira, e a pernambucana não é diferente, está de saco cheio da velha política”, afirmou. Ao avaliar a postura dos principais concorrentes na disputa, Moraes apontou semelhanças nos métodos utilizados por ambas as campanhas, citando acusações mútuas de criação de páginas de ataque e o uso de militância paga nas ruas. “Entre os meus adversários principais, todos, os dois, acusam o adversário de ter redes de perfis e blogs que servem única e exclusivamente para atacar o outro. A gente vê a forma de fazer política nas ruas, ambos contratando exércitos dos chamados militantes profissionais que, segurando suas bandeiras, abraçam com unhas e dentes a causa que não lhes é política, mas que lhes é financeira”, disparou o psolista, defendendo uma candidatura pautada no respeito e no debate programático. No campo econômico, o candidato voltou a questionar a eficiência das políticas de atração de empresas baseadas na concessão irrestrita de benefícios fiscais, defendendo a aplicação desses recursos em infraestrutura básica e projetos sustentáveis.