A história de Vonn Cramm, desportista que desafiou o líder nazi, é um dos destaques desta semana. Mas também há “The Agency”, o livro “De Amanhã em Amanhã”, os 250 anos dos EUA e Camila Sosa Villada.
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Estamos de volta com mais uma dose de sugestões, com a garantia de qualidade do "PopUp". Podem ter a certeza. Por falar em certeza, vamos começar por Pedro Boucherie Mendes. Conta-nos lá, amigo Pedro, o que é que trazes aqui esta semana?
Chegou à Sky Showtime, "The Agency".
Que é uma oportunidade de verem a primeira.
É uma série que passou ao lado e que não devia ter passado ao lado. É com o Michael Fassbender e com o Richard Gere, entre vários outros atores de primeiríssima divisão.
Ótimo. É passada em Londres, o centro é em Londres, que é a CIA americana em Londres. Aquela dinâmica, quem é que são os bons, quem é que são os maus. Mas tem uma vibe, desculpem a expressão.
Até agora estou a ficar convencidíssimo.
John le Carré. Começou agora a segunda temporada, já há três episódios na Sky Showtime, que eu já vi e gostei bastante, embora tenha gostado mais da primeira temporada. Excelentes atores, excelentes recursos, muito bem filmada.
Muito dinheiro, certamente.
Sim, muitíssimo dinheiro. Um argumento complexo, mas fácil de seguir. Complexo e fácil de seguir, nem sempre se consegue.
Tem aquela dose certa de desafio, de estar atento.
Sim, dá para estar um bocadinho ao telemóvel.
Mas por que os jornalistas não estão a falar disto, Pedro? Quero saber.
Os jornalistas não têm falado muito de televisão.
Tu também és uma venenosa, és uma incendiária.
Os jornalistas estão ocupados com o Montenegro e a lei laboral. Não, era pacote laboral. E agora é o PSU?
PSU parece a brincar. Parece o teste da próstata.
Não pensei nisso imediatamente, mas é verdade.
Na HBO, temos um documentário francamente interessante, apesar de nós já intuirmos facilmente que vamos ficar do lado da pessoa que nos está a contar a história. Chama-se "Bring Me The Beauties: A Model Cult". Tragam-nos as pessoas giras. Isto decorre nos Estados Unidos. Há um culto de um tipo francamente bem-apessoado. Há um culto, não. Há um movimento de um tipo francamente bem-apessoado, que depois acaba por dizer em público que é um extraterrestre, que vem lá de uma galáxia não sei quantas. E alguns dos principais modelos daquela altura, e aquela altura é a altura em que os supermodelos vão começar a aparecer, nomeadamente o protagonista do documentário, ficam na sombra, são apanhados pela rede desse culto. A história está bem contada, tem muitas entrevistas com a versão atual, com a versão contemporânea das pessoas, que depois vamos ver em imagens de arquivo nesse culto. De facto, é incrível como pessoas que nós diríamos normais, inteligentes, de sucesso, se deixam enredar neste tipo de fantasias em que se vem a crescer logo. Eles viviam depois todos numa casa e depois todo o dinheiro que este modelo ganhava em passagens em Milão e Paris, que é sempre Milão e Paris, dava para o culto. Portanto, recomendo vivamente na HBO Max, "Bring Me The Beauties: A Model Cult". Também recomendo um livro que eu não estava à espera de gostar e que estou a gostar bastante, da Gabrielle Zevin, uma americana, que se chama "De Amanhã em Amanhã", é da Asa. E é um livro sobre um casal, mas que não tem uma relação romântica, tem uma relação de amizade, portanto, um casal no sentido de ser um rapaz e uma rapariga, que fazem jogos de computador e que tiveram um passado na infância e agora retomam a relação porque se veem por acaso no metro, no princípio da vida adulta ou no princípio dos seus 20 e tal anos. E o livro está escrito com, apesar de ser de uma temática que não me interessa minimamente, que são os videojogos.
Foi um grande sucesso internacional, como se diz lá fora.



0 Comentário(s)
Deixe seu comentário