O líder de uma seita, Chris Butler, aproveitou a relação próxima com Gabbard (que foi recentemente diretora dos serviços secretos do EUA) para promover os seus ideais políticos.
.@BarackObama Please show aloha to Kobani Kurds. Need airstrikes, heavy weapons. Mahalo. Must see video http://t.co/NT0BS7rMO2 #ISIS
— Tulsi Gabbard ???? (@TulsiGabbard) September 30, 2014
Este é apenas um dos episódios revelados por uma investigação do Washington Post, que teve acesso a milhares de emails e documentos partilhados entre Tulsi Gabbard, de 45 anos, os seus assessores e aliados próximos de Chris Butler, o homem que pediu a Gabbard a publicação do tweet sobre os curdos e que é a referência espiritual de infância da ex-congressista e ex-diretora dos Serviços Secretos dos EUA.
Durante vários anos, entre 2011 e 2017, Butler, o fundador da Science of Identity Foundation, influenciou Tulsi Gabbard, levando a congressista (eleita para a Câmara dos Representantes entre 2013 e 2021 pelo estado do Havai) a promover as suas ideias políticas e pontos de vista sobre diversos temas em declarações públicas ou entrevistas.
Alguns ex-membros do grupo dizem que a Science of Identity Foundation é uma seita, que promovia o isolamento social dos seus membros, levando-os a seguir de forma cega o líder espiritual, Chris Butler. Para alguns dos ex-membros, Butler tinha como objetivo aumentar a sua influência política, numa altura em que os EUA eram governados por uma administração progressista, liderada por Barack Obama. E Gabbard, uma congressista em ascensão (que ganhara o 2º distrito do Havai em 2012 com mais de 80% dos votos) que Butler conhecia desde criança, poderia ser a pessoa ideal para colocar certos temas na agenda nacional.
Entre as instruções transmitidas a Gabbard — na altura uma jovem congressista ainda a habituar-se aos meandros da política em Washington — estavam indicações sobre as políticas que deveria apoiar, que legislação deveria apresentar e até mesmo como se deveria apresentar em aparições na televisão. Em 2014, um aliado de Butler, que não é identificado, terá instado Gabbard a apresentar uma proposta na Câmara dos Representantes com vista a punir os países cujos cidadãos tivessem aderido ao Estado Islâmico e aconselhou-a a fazer uma declaração pública rapidamente. Gabbard acabaria por fazer essa declaração no dia seguinte e apresentou um projeto de lei uma semana depois.
Os documentos a que a investigação do Washington Post teve acesso sugerem que alguns membros do grupo de Butler estiveram envolvidos na promoção de contas falsas nas redes sociais para impulsionar e defender Gabbard.
Tulsi Gabbard, diretora dos serviços secretos dos EUA, demite-se para acompanhar marido doente

0 Comentário(s)
Deixe seu comentário