Secretário de Estado dos Estados Unidos declarou que a negociação do governo Lula não foi feita "de boa-fé" e que por isso as tarifas foram impostas ao Brasil

Michael Vadon/Wikimedia Commons - 23.jan.2016

16.jul.2026 (quinta-feira) - 0h59 Siga o Poder360 no Google

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta 4ª feira (15.jul.2026) que o novo tarifaço imposto a produtos brasileiros foi decidido como forma de retaliação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A sobretaxa de 25% foi confirmada pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) também nesta 4ª feira (15.jul).

Na avaliação de Rubio, a política econômica adotada pelo Planalto seria prejudicial tanto para os interesses dos EUA quanto para o próprio Brasil. O secretário afirmou que o presidente Lula não priorizou o bem-estar econômico do país ao longo do último ano.

A declaração de Marco Rubio eleva o tom das tensões comerciais. Enquanto o Planalto avalia o impacto da medida e a possibilidade de aplicar a Lei da Reciprocidade Econômica, a posição expressa por Rubio sinaliza um cenário de difícil reversão nas negociações bilaterais, com o governo norte-americano condicionando o alívio das taxas a uma mudança na tratativa econômica do governo Lula.

A medida que entra em vigor se aplica aos produtos do Brasil destinados ao mercado norte-americano, com exceção de carne e café. O presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano) já havia sinalizado que tinha a intenção de taxar o comércio brasileiro.

O novo tarifaço era esperado pelo Planalto. Agora, o governo decidirá como responder à medida, inclusive considerando eventual reciprocidade.