Presidente diz que país precisa investir em tecnologia e equipamentos para proteger fronteiras, pré-sal e minerais críticos

Presidente diz que país precisa investir em tecnologia e equipamentos para proteger fronteiras, pré-sal e minerais críticos

Sérgio Lima/Poder360

de Brasília 28.jul.2026 (terça-feira) - 22h59 Siga o Poder360 no Google

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta 3ª feira (28.jul.2026), em Niterói (RJ), um plano de longo prazo para financiar a defesa nacional. Durante a 78ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), disse que o Brasil precisa investir em tecnologia e equipamentos e fortalecer a indústria nacional para proteger as fronteiras, o pré-sal e as reservas de minerais críticos.

“Se a gente não tiver defesa, a gente não toma conta. Qualquer dia, alguém resolve invadir a gente e a gente está despreparado”, declarou.

O Brasil já tem a PND (Política Nacional de Defesa), a END (Estratégia Nacional de Defesa) e o LBDN (Livro Branco de Defesa Nacional), aprovados em novembro de 2025. O decreto que instituiu os documentos determinou o início de uma nova atualização em 1º de julho de 2026. Lula não detalhou se sua proposta envolve essa revisão ou um programa específico de investimentos.

O presidente afirmou que o planejamento deve abranger as fronteiras, o litoral, o pré-sal, as reservas de minerais críticos e outros ativos estratégicos.

“Quem é que vai tomar conta do nosso petróleo? Quem é que vai tomar conta do pré-sal?”, perguntou.

O petista disse que a dimensão territorial do Brasil exige planejamento de longo prazo. “Ou nós assumimos a responsabilidade ou vamos ficar sempre para trás”, declarou.

Para criticar a dependência dos recursos restantes no Orçamento, comparou o planejamento da defesa a decisões financeiras pessoais: “Nem o colchão da cama a gente troca, nem um televisor melhor a gente compra, porque nunca sobra”.

O presidente também defendeu a modernização das Forças Armadas. Afirmou que seus 2 primeiros governos investiram na renovação de equipamentos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

Lula também defendeu a elaboração de um plano de investimentos em ciência e tecnologia para os próximos 10 anos. Disse que a proposta exigirá novas fontes de financiamento porque “dentro do orçamento não cabe” e será necessário “pensar aonde arrumar dinheiro extra”. Afirmou que encaminhará o projeto ao Congresso se considerar a proposta viável.

O petista disse que o Brasil não dispõe dos mesmos recursos militares dos Estados Unidos e da China. Defendeu que o país dispute espaço internacional por meio de investimentos em ciência, tecnologia e inovação.