Equipes brasileiras de resgate encerraram trabalhos na quinta-feira (9)
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10.jul.2026 às 19h26 Atualizado: 10.jul.2026 às 20h36
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve nova conversa com a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, nesta sexta-feira (10). Ele reforçou o apoio do Brasil ao país vizinho após os terremotos que atingiram a região.
Na ligação, Delcy afirmou que o regime venezuelano agora se prepara para a reconstrução das áreas atingidas, com especial atenção à construção de moradias para as famílias que ficaram desabrigadas.
"Ao reiterar a solidariedade do povo e do governo brasileiros, o presidente Lula reafirmou a disposição do Brasil de continuar contribuindo para os esforços de reconstrução e para apoiar a população venezuelana neste momento de adversidade", diz trecho de nota divulgada pelo Itamaraty sobre o telefonema.
"Durante a conversa, os dois líderes trataram das perdas humanas e materiais provocadas pelos graves terremotos ocorridos em 24 de junho. A presidenta Delcy agradeceu a ajuda humanitária enviada pelo Brasil e informou que as buscas pelas vítimas seguem em curso, bem como as ações de assistência à população afetada", diz o comunicado.
Na quinta (9), o governo divulgou um balanço das ações de ajuda humanitária feitas pelo Brasil à Venezuela até então. As equipes instalaram um hospital de campanha com 99 militares da área de saúde mobilizados para a região. A unidade tem capacidade para até 200 atendimentos por dia.
As equipes brasileiras de resgate encerraram os trabalhos na quinta e voltaram ao Brasil da capital Caracas nesta sexta. Uma primeira equipe havia embarcado em 26 junho, composta por 11 bombeiros militares, dois médicos, um representante da Defesa Civil, além das cadelas de busca Malina e Kiara e de cinco toneladas de equipamentos.
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Uma outra frente embarcou em 28 de junho, com 16 bombeiros militares, um representante da Defesa Civil e quatro toneladas de equipamento. O grupo enviado à Colômbia foi composto de equipes vindas de Minas Gerais, São Paulo e Paraná.
De acordo com o governo brasileiro, foram mais de 1.200 atendimentos em dez dias de funcionamento, incluindo cirurgias e exames laboratoriais. Além disso, foram enviados cem purificadores, cada um com capacidade de gerar 5.000 litros de água limpa por dia.
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Apesar do retorno das equipes, o hospital montado pelo governo brasileiro vai continuar funcionando, com 56 profissionais que vão chegar para substituir quem retorna agora.
Junto a isso, o Brasil encaminhou 60 toneladas de suprimentos, equipamentos e insumos médicos e intermediou a doação de 150 toneladas de itens de alimentação, saúde e higiene por empresas privadas do país.
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, registrados na Venezuela ocorreram com menos de um minuto de intervalo e foram sentidos na maior parte do país. A tragédia ocorreu em um contexto de forte crise política e econômica na região, após a captura do antigo líder, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.




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