Queda foi de 70% em 2026; gráfico do Ministério da Previdência mostra que esperas acima de 45 dias podem acabar em setembro

Compartilhar matériaPromessa descumprida durante três anos e meio do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o fim da fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) deve, finalmente, ser alcançado até o fim deste ano. A perspectiva de acabar com essa espera em ano eleitoral se torna uma das principais bandeiras do presidente Lula na campanha à reeleição em 2026.

O governo considera como fila aqueles pedidos que permanecem em análise por mais de 45 dias. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, esse estoque caiu cerca de 70% de janeiro a junho de 2026. O ritmo verificado nesse período, porém, levou o governo a acreditar que o fim da fila pode chegar antes mesmo do pleito de outubro, ainda em setembro deste ano.

Nos bastidores da Previdência, integrantes do ministério apontam o PGB (Programa de Gerenciamento de Benefícios) como um dos principais responsáveis por essa redução.

Para evitar que a fila volte a crescer e o tema se transforme novamente em um desgaste político, uma ala do governo defende, inclusive, a prorrogação do PGB em 2027. A avaliação é que, sem o bônus, a fila pode voltar a crescer.

Em 2026, o PGB custou R$ 300 milhões para a pasta. Outra alternativa ao programa seria contratar mais servidores e peritos.

Segundo integrantes da Previdência, ao todo, seis medidas explicam por que a redução da fila só ganhou tração em 2026:

Na avaliação do governo, a combinação dessas seis medidas permitiu acelerar a análise dos pedidos, o que pode, enfim, levar ao fim da fila do INSS em 2026. O desafio, agora, é preservar o resultado. Nos bastidores, a avaliação é que a prorrogação do PGB é o ponto fundamental para evitar que a fila de processos volte a crescer e que o tema volte a incomodar politicamente o governo.