Entidades devem abordar riscos da prática para diferentes setores da sociedade
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1º.set.2026 às 16h28 Atualizado: 1º.set.2026 às 18h06
Anna Júlia Lopes Mariana Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu nesta terça-feira (1º) realizar uma reunião com a equipe de seu governo sobre a regulação das bets, durante encontro realizado para consultar representantes de entidades religiosas e setores da economia contrários às bets.
"Essa semana nós temos uma reunião e eu sugeri que antes de tomar qualquer decisão definitiva, eu queria ouvir a sociedade brasileira o que pensa sobre as bets para que a gente tome uma decisão baseada naquilo que a sociedade brasileira está sofrendo, e não baseada naquilo que eu penso que a sociedade brasileira está sofrendo", disse.
Entre os convidados estiveram o Frei Jorge Luiz, da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), presidida por dom Jaime Spengler, que também era esperado no encontro. A entidade tem se posicionado de forma contrária à legalização de jogos de azar no país e alega danos sociais, familiares e espirituais provocados pela promoção das plataformas de apostas.
Assim como a CNBB, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs também marcará presença na reunião e será representado pela pastora Patrícia Bauer, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.
À Folha ela afirmou que o conselho deve pedir a restrição dos anúncios referentes às bets, a regulamentação que imponha limites operacionais às plataformas e campanhas de conscientização acerca dos riscos das aposta.
A entidade deve ainda abordar medidas de proteção à renda dos usuários e de assistência à saúde pública.
Além de segmentos religiosos, também devem comparecer representantes de setores relacionados à cultura, à saúde e à proteção às crianças, como é o caso do Instituto Alana.
A organização, que será representada pela jornalista Maria Mello, deve abordar a questão das bets no contexto de crianças e adolescentes.
O governo Lula tem adotado uma postura crítica às apostas online. O presidente, que atribui parte do endividamento da população às plataformas, já disse ter a intenção de "fechar" as bets.
Dados do Ministério da Fazenda de agosto mostram que as bets autorizadas a atuar em nível federal receberam R$ 220 bilhões em depósitos durante 2025.
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