O Bairro Alto Hotel recebe "Névoa Vermelha da Noite", a nova exposição da artista Maria Capelo, representada pela Galeria Nuno Centeno.
Maria Capelo expõe no Bairro Alto Hotel
Nesta exposição, Maria Capelo apresenta um conjunto de pinturas e desenhos que dá continuidade ao universo visual que tem vindo a construir nos últimos anos. Paisagens de grande intensidade, atmosferas densas, árvores, montanhas, linhas de horizonte e céus dramáticos compõem uma linguagem pictórica onde natureza, memória e imaginação se cruzam de forma profundamente evocativa.
As quatro pinturas de grande formato (180 × 195 cm) encontram-se instaladas na galeria do hotel, enquanto os desenhos, de menores dimensões (45 × 68 cm), ocupam a Mezzanine. Pensado como uma sala de estar ou biblioteca contemporânea, este espaço do Bairro Alto Hotel reúne mobiliário vintage, livros, objetos cuidadosamente selecionados e obras de arte portuguesa contemporânea, criando um ambiente intimista que dialoga naturalmente com o trabalho da artista.
Desde a sua inauguração, em 2005, o Bairro Alto Hotel tem cultivado uma estreita ligação à arte contemporânea portuguesa, reunindo ao longo dos anos uma coleção de obras de alguns dos mais relevantes artistas nacionais. Pintura, fotografia, escultura, cerâmica e tapeçaria convivem harmoniosamente nos diferentes espaços do hotel, afirmando-o como um lugar onde hospitalidade, arquitetura, design e cultura dialogam de forma natural.
A exposição de Maria Capelo reforça essa identidade e dá continuidade ao compromisso do Bairro Alto Hotel com a criação artística contemporânea. Mais do que acolher uma mostra, o hotel consolida o seu papel como plataforma de divulgação cultural, aproximando a arte não apenas dos seus hóspedes, mas também da cidade e de todos aqueles que a desejam descobrir.
Maria Capelo (Lisboa, 1970) é uma artista portuguesa cuja prática se desenvolve sobretudo em tornoda pintura e do desenho. Ao longo das últimas duas décadas, tem vindo a desenvolver um percurso singular na arte contemporânea portuguesa, marcado por paisagens intensas e atmosferas densas, onde natureza, memória e emoção se cruzam de forma intuitiva. O seu trabalho parte frequentemente da observação da paisagem, explorando elementos como árvores, montanhas, nuvens ou linhas de terreno, numa linguagem visual simultaneamente figurativa e abstrata, onde a cor, a luz e o gesto assumem um papel central.
Expõe regularmente desde os anos 1990, tendo apresentado exposições individuais em instituições eespaços como o MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, a Sociedade Nacional de Belas-Artes, a Fundação Carmona e Costa, o Pavilhão Branco, a Galeria Zé dos Bois e a Galeria Nuno Centeno, entre outros. O seu trabalho integra importantes coleções públicas e privadas, incluindo o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, a Coleção de Arte Contemporânea do Estado, a Fundação EDP e a Fundação Carmona e Costa.



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