Campinas registrou alta em medidas protetivas no 1o semestre de 2026 Reprodução/EPTV O número de medidas protetivas concedidas pela Justiça de Campinas (SP) a mulheres vítimas de violência doméstica aumentou 21,5% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados foram informados nesta segunda-feira (13) pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). De acordo com o levantamento, foram 1.408 medidas protetivas concedidas de janeiro

Por Marcello Carvalho, g1 Campinas e Região

14/07/2026 19h04 Atualizado 14/07/2026

As medidas protetivas concedidas a mulheres vítimas de violência em Campinas cresceram 21,5% no primeiro semestre de 2026. Os dados são do TJ.

Foram concedidas 1.408 medidas protetivas de janeiro a junho deste ano, média de sete por dia. Em 2025, o total no mesmo período foi de 1.158 registros.

As medidas protetivas de urgência podem incluir afastamento do agressor, proibição de contato ou aproximação e suspensão do porte de armas.

Uma vítima de agressões físicas, verbais e psicológicas relatou à EPTV que a concessão da medida protetiva melhorou sua saúde e qualidade de vida.

O Ceamo oferece acolhimento e orientação às vítimas. A instituição acompanha as mulheres por aplicativos e monitora o respeito do agressor às decisões judiciais.

Campinas registra alta de 21,5% em medidas protetivas no 1º semeste

O número de medidas protetivas concedidas pela Justiça de Campinas (SP) a mulheres vítimas de violência doméstica aumentou 21,5% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025. Os dados foram informados nesta segunda-feira (13) pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).

De acordo com o levantamento, foram 1.408 medidas protetivas concedidas de janeiro a junho deste ano, média de sete por dia. O total é maior que as 1.158 registradas nos seis primeiros meses de 2025.

As medidas protetivas de urgência são ferramentas jurídicas previstas pela Lei Maria da Penha que visam garantir a segurança física, psicológica, sexual, patrimonial e moral de mulheres vítimas de violência doméstica.

Elas podem incluir o afastamento do agressor da residência, a proibição de contato ou aproximação e a suspensão de porte de armas.

O g1 procurou a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo para comentar sobre o aumento, mas não teve resposta até a última atualização desta matéria.

Medidas protetivas concedidas em Campinas

Uma mulher que não quis se identificar contou à EPTV, emissora afiliada da TV Globo, que foi agredida fisicamente e verbalmente pelo ex-marido. O homem teria tentado coagir a vítima a largar o emprego e a fazer o aborto do filho. Depois, ele ameaçou tirar a guarda do filho.

"Se você não tem um advogado pra te orientar, você vai ceder a tudo por conta do medo de perder o filho. Então, vai aumentando a coisa, vai escalonando e quando você vê já está insustentável", relatou.

A mulher também passou a ter consequências psicológicas por conta do relacionamento abusivo. Isso fez com que ela entrasse com um pedido de medida protetiva, que foi concedida pela Justiça.

"Me protegeu muito emocionalmente, psicologicamente e fisicamente também, né? A minha saúde melhorou depois da medida protetiva. A minha qualidade de vida melhorou. Você tira o fator de perigo, o estresse da sua vida", ponderou.

Campinas registrou alta em medidas protetivas no 1º semestre de 2026 — Foto: Reprodução/EPTV

A medida protetiva é a principal ferramenta jurídica de proteção às vítimas de violência doméstica. No entanto, muitas mulheres precisam de acolhimento ou orientação para enfrentamento de questões judiciais ou, até mesmo, para se manterem longe dos agressores.