Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleFábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, demonstrou preocupação com os gastos de uma viagem à Europa em mensagens trocadas com a lobista Roberta Luchsinger. Além disso, ele afirmou que a viagem poderia gerar questionamentos, sobretudo porque não tinha renda compatível para arcar com os custos. Ao mesmo tempo, as mensagens recuperadas pela Polícia Federal integram a investigação que apura as relações de Lulinha com lobistas e empresários.
Enquanto isso, a PF investiga suspeitas de tráfico de influência e corrupção relacionadas à atuação do grupo. Segundo os investigadores, Lulinha teria participado de articulações para defender interesses privados junto a órgãos do governo federal. Dessa forma, as mensagens sobre a viagem ganharam relevância para a apuração e, consequentemente, passaram a integrar o conjunto de elementos analisados pelos investigadores.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (24) que o atual modelo eleitoral “faliu” e defendeu a adoção gradual do voto distrital misto. Moraes deu a declaração ao ser homenageado pelo Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCMSP).
“A mãe de todas as reformas é uma reforma política… Esse modelo eleitoral faliu, porque produz candidatos e eleitos que não tem vinculação nenhuma a partidos, que se preocupam muito mais em ficar fazendo live da Câmara do que discutir o projeto que está sendo aprovado e que enfraquecem o Congresso”, disse.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um cenário de isolamento político no primeiro semestre de 2026, com 68% de fracasso na aprovação de Medidas Provisórias (MPs). De 19 textos editados, 13 perderam a validade sem análise definitiva dos parlamentares. O uso da caducidade tornou-se uma estratégia do Congresso para barrar pautas do Executivo sem a necessidade de votações nominais.
O que significa o termo caducidade e como ele afeta o governo
Uma Medida Provisória (MP) é um instrumento que o presidente usa para criar normas com força de lei imediata, mas elas têm validade de apenas 120 dias. Se o Congresso Nacional não as votar e aprovar nesse período, elas perdem o valor, ou seja, 'caducam'. Atualmente, de cada dez medidas enviadas pelo Palácio do Planalto, apenas três viram lei. Essa tática é usada pela oposição e por partidos do Centrão para engavetar propostas do governo sem gerar o desgaste de uma votação aberta, onde os deputados precisariam declarar apoio ou rejeição direta aos temas propostos pelo presidente Lula.
Confira outros destaques do Café com a Gazeta do Povo desta terça-feira (25):
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