Bitcoin registrou pior mês desde junho de 2022, enquanto Ibovespa recuou 1% em meio a pressões inflacionárias e tensões no Oriente Médio

Compartilhar matériaJunho de 2026 foi marcado por um cenário de cautela nos mercados financeiros.

As criptomoedas registraram o pior desempenho mensal desde junho de 2022, enquanto a bolsa brasileira encerrou o período com desvalorização de 1%.

O Bitcoin e demais criptomoedas viveram um mês de forte retração, recuando quatro anos em termos de desempenho.

O chamado "inverno cripto" — período caracterizado por grande desvalorização das moedas digitais — segue em curso, e a perspectiva é de que novas quedas ocorram nos próximos meses.

O mercado acionário brasileiro fechou junho com desvalorização de 1%, resultado considerado moderado, mas que reflete os impactos das preocupações com o Oriente Médio, a volatilidade do petróleo e a inflação em alta no Brasil.

Diante desse cenário, muitos investidores optaram por títulos públicos e pela renda fixa em detrimento da renda variável.

A renda fixa, por sua vez, apresentou desempenho positivo no mês, ficando acima da inflação e garantindo a recomposição do poder de compra dos investidores brasileiros.

Quem obteve os melhores resultados em junho foram os investidores com exposição a ativos internacionais. As bolsas norte-americanas continuaram em destaque, e a Nasdaq — bolsa de tecnologia dos Estados Unidos — registrou a melhor performance dos últimos anos no semestre encerrado.

A tese das empresas de tecnologia e da inteligência artificial seguiu aquecida, com a SpaceX realizando a maior abertura de capital da história.

No entanto, a pergunta que permanece no radar dos investidores é até quando a narrativa em torno da inteligência artificial continuará sustentando esse movimento.