A gigante de chips Micron registrou um aumento de quase 15 vezes nos lucros trimestrais, o que fez as ações do grupo de US$ 1,3 trilhão (R$ 6,7 trilhões) dispararem e impulsionarem os mercados globais na última quinta-feira (25). Leia mais (06/28/2026 - 18h43)

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28.jun.2026 às 18h43 Atualizado: 28.jun.2026 às 18h45

A gigante de chips Micron registrou um aumento de quase 15 vezes nos lucros trimestrais, o que fez as ações do grupo de US$ 1,3 trilhão (R$ 6,7 trilhões) dispararem e impulsionarem os mercados globais na última quinta-feira (25).

A empresa de tecnologia americana informou que seu lucro líquido saltou para US$ 28,2 bilhões (R$ 144,7 bilhões) no trimestre fiscal encerrado em 28 de maio, ante US$ 1,9 bilhão (R$ 9,8 bilhões) no mesmo período do ano anterior, superando as previsões de Wall Street em cerca de US$ 4 bilhões (R$ 20,6 bilhões), à medida que suas margens de receita se ampliaram.

Os resultados positivos fizeram as ações da Micron subirem mais de 16% em Nova York na tarde de quinta-feira, elevando o valor de mercado para quase US$ 1,4 trilhão (R$ 7,2 trilhões) e recuperando as perdas sofridas em uma liquidação em Wall Street no início desta semana.

Os resultados trimestrais extraordinários da Micron evidenciam como a escassez de chips de memória amplamente utilizados em servidores que treinam e hospedam os principais modelos de inteligência artificial fez seus preços dispararem.

O grupo informou que suas receitas saltaram quase 350%, para US$ 41,5 bilhões (R$ 214,5 bilhões) no trimestre de maio, enquanto projetou vendas no trimestre atual de cerca de US$ 50 bilhões (R$ 258,4 bilhões), muito acima das expectativas dos analistas em pesquisa da Visible Alpha, de US$ 43,7 bilhões (R$ 225,8 bilhões).

Os movimentos ocorrem após um período de volatilidade sustentada nas ações de fabricantes de chips, atingidas por oscilações nas últimas semanas após liderarem a alta das principais ações de Wall Street durante grande parte de 2026.

Os preços de memória subiram acentuadamente este ano, já que os chips se tornaram um gargalo na construção de data centers de IA. Chips de grupos como Nvidia e AMD exigem memória de alta largura de banda produzida por poucas empresas, incluindo a Micron, para lidar com as cargas de trabalho exigentes necessárias para treinar e executar os principais modelos de IA.

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Em reflexo dos altos prêmios que a Micron consegue cobrar em meio à escassez global de oferta, sua margem bruta ajustada disparou para 84,9% no trimestre de maio, comparada a 39% um ano atrás. A Micron projeta que essas margens subam ainda mais durante o trimestre atual, para 86%, cerca de um ponto percentual acima do que os analistas haviam previsto.

"A Nvidia percebeu seu momento de IA há alguns anos [com suas unidades de processamento gráfico]. Agora, a memória nunca foi uma parte tão valiosa da pilha de computação", disse Manish Bhatia, vice-presidente executivo de operações globais da Micron.

Em uma mudança na forma como os contratos de fornecimento de memória historicamente foram negociados, a Micron garantiu 16 "acordos estratégicos" de longo prazo com alguns de seus maiores clientes. Pela primeira vez, eles incluem bilhões de dólares em pagamentos antecipados para garantir o fornecimento.

Esses pagamentos, que abrangem tanto clientes de data centers de IA quanto de eletrônicos de consumo, garantiram contratos por períodos de três a cinco anos e foram tratados como depósitos e reembolsados ao longo do tempo, explicou Bhatia. Isso permitiu que a Micron tivesse maior visibilidade sobre a demanda ao longo do tempo, disse ele.

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