Plataformas informam que a página do candidato não está disponível apenas no Brasil

Mônica Bergamo é jornalista e colunista

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Diego Alejandro O YouTube e o Instagram derrubaram as contas de Renan Santos (Missão), candidato à Presidência da República, na noite desta segunda-feira (31). Ao acessar as páginas, as plataformas informam que o "canal não está disponível no Brasil".

À coluna, a equipe do candidato mostrou prints das plataformas indicando que os perfis foram retirados do ar apenas no Brasil por determinação judicial. Ela também disse que não iria se manifestar sobre o caso por não saber se isso poderia configurar descumprimento da decisão. O Google, dono do YouTube, e a Meta, dona do Instagram, foram procurados, mas ainda não responderam.

A remoção ocorre no mesmo dia em que o ministro Dias Toffoli, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou cautelarmente a suspensão da propaganda eleitoral digital do candidato em seus perfis.

A decisão também suspendeu a participação de Renan em debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação, além dos repasses de recursos do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) à chapa.

Procurado anteriormente, Renan afirmou em nota à coluna que "essa decisão é um absurdo jurídico. Centenas de candidatos tiveram problemas no TSE, e é curioso que essa decisão tenha recaído sobre o único que chamou manifestações contra o Toffoli."

Mais tarde, nesta segunda (31), Renan convocou uma coletiva em que exibiu imagens impressas de publicações suas com críticas e associações entre Toffoli e o caso Master. "Eu duvido que esses elementos tenham alguma relação com o despacho profundamente técnico e democrático do ministro Dias Toffoli", afirmou em tom irônico.

"Estamos fazendo nosso melhor e não vamos ter medo desses caras. A gente vai recorrer e, participando ou não dessas eleições, nós somos um grupo destinado à glória", disse com a voz embargada.

O relator afirma que Renan informou 16 perfis em redes sociais somente 12 dias depois de apresentar o pedido de registro de candidatura. O requerimento foi protocolado em 7 de agosto, e os perfis foram informados em 19 de agosto, segundo a decisão.

A regra do TSE prevê que as plataformas retirem dos sistemas de recomendação os perfis informados oficialmente pelos candidatos, impedindo que suas publicações sejam exibidas a usuários que não os seguem.

A apuração da Folha mostrou que a omissão das contas de Renan abriu uma brecha para que seus perfis continuassem sujeitos às recomendações algorítmicas enquanto os canais de adversários já estavam submetidos ao filtro.