Desde os terremotos da noite da quarta-feira (24), a população da Venezuela corre contra o tempo para localizar e salvar moradores presos em escombros. Um dos locais que concentram essa tensão é o edifício Petunia, de 22 andares, em Los Palos Grandes, área de classe alta de Chacao, na região metropolitana de Caracas. Leia mais (06/25/2026 - 18h54)
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25.jun.2026 às 18h54
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Desde os terremotos da noite da quarta-feira (24), a população da Venezuela corre contra o tempo para localizar e salvar moradores presos em escombros. Um dos locais que concentram essa tensão é o edifício Petunia, de 22 andares, em Los Palos Grandes, área de classe alta de Chacao, na região metropolitana de Caracas.
As operações de resgate no prédio, que desabou por completo, envolvem agentes da Defesa Civil, da prefeitura, policiais e militares, além de voluntários.
O edifício Petunia já havia sofrido danos durante o terremoto que atingiu Caracas em 1967. Nas redes sociais, moradores especulam que a estrutura não tenha recebido a manutenção e as inspeções necessárias.
Elías Espidel, frequentador da região, conta que estava no terraço de um dos edifícios vizinhos no momento dos terremotos. "Já passava das 18h quando o tremor começou. Lá em cima tudo balançou muito, e houve bastante barulho. Mas eu não percebi que um prédio havia desabado até descer e encontrar as autoridades policiais e os moradores."
Ele afirma que a partir dali várias pessoas formaram uma espécie de comitê de ajuda. "Todos juntos começamos a receber água, lanternas e máscaras. Muitas pessoas trouxeram medicamentos e montamos um acampamento. Depois procuramos um local mais seguro", diz.
Espidel também se uniu às operações de resgate para remover escombros. Segundo ele, o grupo de voluntários inclui vizinhos da região e também pessoas de outras localidades. "Nesses momentos vemos o melhor lado do venezuelano: a solidariedade e a esperança de que haja sobreviventes", afirma.
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Ele conta que, quando chegou ao local, cerca de 14 pessoas já haviam sido retiradas dos escombros. "Enquanto eu estava lá, retiraram uma menina e um cachorro. Muitos estavam feridos, mas não sei se os ferimentos eram graves. Tinham contusões, hematomas ou pancadas. Imagino que também estivessem em estado de choque", relata.
O prefeito de Chacao, Gustavo Duque, afirmou nesta quinta-feira (25) que pelo menos 23 pessoas haviam sido resgatadas de quatro estruturas dentro de sua jurisdição.
Edwin Borges, que também atua como voluntário, está na equipe que remove escombros e um dos lados do prédio. "É preciso ter paciência. É um processo que dura dias, mas seguimos com a esperança de que aconteça um milagre e possamos resgatar o maior número possível de pessoas", afirma. "Todos aqui estamos tentando fazer o melhor diante desta tragédia."
Um dos que dividem essa esperança é Enrique Córdoba. A sua sobrinha, de 19 anos, havia alugado um quarto em um dos apartamentos do edifício Petunia havia apenas duas semanas. Ela é natural dos Valles del Tuy, a 75 quilômetros de Caracas, e começou recentemente a estudar direito na Universidade Central da Venezuela (UCV).
"Infelizmente, o prédio desabou. Passei a noite inteira retirando pedras e escombros, mas por volta das 23h30 a Defesa Civil interrompeu as buscas porque havia muito risco", relata.


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