Família questiona investigação oficial e pede autópsia independente em meio a histórico de conflitos raciais no mississippi
Compartilhar matériaNo dia 4 de julho, Nolan Wells saiu para comemorar o Dia da Independência dos EUA em uma popular ilha-barreira localizada na costa do Golfo do Mississippi.
Em fotos tiradas no barco naquele dia, o jovem de 18 anos aparece mais alto que os amigos, com o braço apoiado casualmente sobre os ombros deles enquanto sorri para a câmera.
Mas ele também se destaca por outro motivo: Wells parece ser o único homem negro entre o grupo.
Mais tarde, naquela mesma tarde, quando seus amigos retornaram ao píer, Wells não estava com eles. Horas depois, sua família comunicou às autoridades o seu desaparecimento.
O Departamento do Xerife do Condado de Jackson iniciou uma operação de busca que terminou de forma trágica quando o corpo de Wells foi encontrado na ilha, na segunda-feira (6).
Agora, os investigadores fazem um apelo às pessoas que estavam na ilha no dia 4 de julho para que forneçam qualquer informação sobre os momentos que antecederam sua morte. Nas redes sociais, porém, especulações colocaram a morte de Wells no centro de um intenso debate sobre as relações raciais nos Estados Unidos.
Veja o que se sabe até o momento.
Uma estrela em ascensão comemora o Dia da Independência
Wells se formou na Ocean Springs High School, na cidade litorânea de Ocean Springs, no Mississippi, a leste de Biloxi.
"Nolan era muito mais do que um excelente jogador de futebol americano", disse seu treinador no ensino médio, Jake Bramlett, em um comunicado compartilhado com a afiliada da CNN WXXV.
"Ele era uma pessoa humilde, tratava os outros com respeito, trabalhava duro e liderava pelo exemplo."
Após concluir o ensino médio, Wells ingressou no Southwest Mississippi Community College, onde atuava como wide receiver (recebedor) da equipe de futebol americano da instituição, segundo a Associated Press.
Como inúmeros americanos em todo o país, Wells saiu para comemorar o feriado de 4 de Julho na água.
Wells deveria retornar à faculdade na segunda-feira (6) para iniciar os treinamentos para a próxima temporada de futebol americano, contou seu pai, Elmore Wonsley, na primeira entrevista da família, concedida na sexta-feira (3) ao programa Good Morning America.
"Era o último fim de semana que ele teria para se divertir."
Assim, Wells se juntou a amigos da época do ensino médio para um passeio de barco até Horn Island, uma ilha-barreira protegida pelo governo federal, conhecida por suas praias preservadas e pela rica vida selvagem, localizada a cerca de 16 quilômetros da costa do Mississippi.
A ilha é um destino bastante procurado por moradores da região para passar o dia na praia, e não era incomum que Wells a visitasse com os amigos, segundo sua família.
Mas, desta vez, ele não voltou para casa.
A família de Wells comunicou seu desaparecimento na noite de 4 de julho, após receber uma ligação de um de seus amigos por volta das 23h.
Nas primeiras horas do dia 5 de julho, sua mãe, Christine Wonsley, começou a publicar apelos desesperados nas redes sociais em busca de qualquer informação sobre o paradeiro do filho.




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