Big trail italiana tem motor bicilíndrico de 60 cv, três versões, rodas de liga ou raiadas e pacote com suspensão Marzocchi e freios Brembo no país
A Moto Morini X-Cape 650 é hoje uma das opções mais agressivas entre as aventureiras de média cilindrada no Brasil. A moto parte de R$ 44.900 na versão Alloy, com rodas de liga leve, e chega a R$ 47.900 na Gold Edition, com rodas raiadas douradas e acabamento exclusivo.
A linha é formada por três versões: Alloy, Spoke e Gold Edition. Todas usam o mesmo motor bicilíndrico de 649 cm³, entregam 60 cv e trazem o mesmo pacote principal de equipamentos. O que muda entre elas trazem o mesmo pacote principal de equipamentos. O que muda entre elas é, basicamente, o tipo de roda e o acabamento.
Com esses preços, a X-Cape 650 entra em uma faixa sensível do mercado. Ela custa praticamente o mesmo que a CFMoto Ibex 700, anunciada por R$ 44.990, e fica abaixo da Yamaha Ténéré 700, que tem proposta mais off-road e preço bem mais alto. Também encosta na Honda NX 500, que parte de R$ 46.260 sem frete.
A versão de entrada é a X-Cape 650 Alloy, tabelada a R$ 44.900 com frete incluso. Ela usa rodas de liga leve e faz mais sentido para quem pretende rodar principalmente no asfalto, em deslocamentos urbanos, rodovias e viagens.
A X-Cape 650 Spoke custa R$ 46.900 e troca as rodas de liga por rodas raiadas. É a configuração mais adequada para quem pretende encarar estradas de terra, pisos ruins e uso misto com mais frequência.
No topo está a X-Cape 650 Gold Edition, por R$ 47.900. A base técnica é a mesma da Spoke, mas com rodas raiadas douradas e identidade visual exclusiva. Ou seja, a diferença é mais estética do que mecânica.
Todas as versões usam motor bicilíndrico paralelo de 649 cm³, com refrigeração líquida, duplo comando de válvulas no cabeçote e oito válvulas.
O conjunto entrega 60 cv a 8.250 rpm e 5,6 kgfm de torque a 7.000 rpm. O câmbio é de seis marchas, com embreagem multidisco em banho de óleo.
Não é um motor pensado para números extremos, mas sim para elasticidade e uso em viagens. A proposta é entregar força suficiente em médias rotações, justamente onde motos aventureiras costumam passar boa parte do tempo em rodovia, ultrapassagens e estradas secundárias.
A parte ciclística é um dos pontos mais importantes da X-Cape 650. Na dianteira, a moto usa suspensão invertida Marzocchi, com tubos de 50 mm e 175 mm de curso. O conjunto é totalmente ajustável.
Na traseira, o monoamortecedor Kayaba tem regulagem de pré-carga e retorno, com 165 mm de curso. É um pacote interessante para uma moto nessa faixa de preço, especialmente considerando a proposta aventureira.
Os freios são Brembo, com discos duplos de 298 mm na dianteira e disco de 255 mm na traseira. O sistema trabalha com ABS Bosch 9.1 MB.
As rodas seguem a receita tradicional das aventureiras médias: 19 polegadas na dianteira e 17 polegadas na traseira. Os pneus têm medidas 110/80 R19 na frente e 150/70 R17 atrás.
A lista de equipamentos também ajuda a justificar o posicionamento da X-Cape 650. A moto traz painel TFT colorido de 7 polegadas, conectividade com smartphone, iluminação full LED, tomada USB, computador de bordo, protetores de mão e guidão de alumínio.
O para-brisa tem ajuste de altura, item importante para uso em estrada. O banco também pode ser ajustado entre 820 mm e 845 mm, o que facilita a adaptação para pilotos de diferentes estaturas.
O tanque de combustível tem 18 litros, capacidade adequada para viagens mais longas e para quem busca maior autonomia entre abastecimentos.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário