Procurador-geral Paulo Gonet diz que apreensão da arma registada em nome do ex-presidente não constitui crime grave. Prazo de três meses da prisão domiciliária expirou na quinta-feira.

O Ministério Público (MP) do Brasil não irá pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro o fim da prisão domiciliarária do ex-presidente Jair Bolsonaro devido à apreensão de uma pistola que lhe pertencia.

O MP informou o STF que a apreensão de uma arma, pertencente ao antigo chefe de Estado (2019-2022), encontrada na posse de um dos guarda-costas, não constitui crime grave que afete a prorrogação da prisão domiciliária.

Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e encontra-se em prisão domiciliária em Brasília, para recuperar de uma pneumonia, desde março e por um período de três meses, prazo que expirou na quinta-feira.

Gonet respondia a um pedido do juiz do STF Alexandre de Moraes, que tinha dado ao MP 48 horas para tomar uma posição sobre o caso.

Em 15 de junho, durante uma operação de controlo rodoviário de rotina em Brasília, a polícia apreendeu uma pistola Glock de 9 mm com carregador, registada em nome do ex-chefe de Estado.

O homem que transportava a arma identificou-se como membro da equipa de segurança de Bolsonaro. Afirmou que a estava a levar para ser reparada.

Os advogados de Bolsonaro acrescentaram ainda que o ex-presidente tinha detetado uma avaria no mecanismo e entregou a arma a um suboficial do exército para que este a examinasse.