O primeiro-ministro, Luís Montenegro, rejeitou hoje qualquer alteração à segurança social na presente legislatura e apelou ao sentido de responsabilidade d...
"O assunto não está aberto, esse assunto para esta legislatura está fechado", afirmou Luís Montenegro, em declarações à Lusa à margem de uma visita ao aeroporto de Lisboa.
O primeiro-ministro só admite discutir o assunto no futuro, em próximas legislaturas, e defendeu que "ninguém deve querer procurar ter ganhos políticos de conjuntura numa matéria para décadas".
"Portanto, a demagogia, a desinformação, a falsidade com que se fala disso, é deplorável do ponto de vista democrático", considerou.
Montenegro advertiu que "aqueles que atiram ao Governo a dizer que o Governo quer fazer isto, que o Governo quer fazer aquilo, sinceramente, fazem um papel muito negativo da função política".
"Isto é preciso discutir com serenidade, com seriedade, ainda por cima sabendo nós que não está no quadro desta legislatura fazer nada que aparentemente preocupa alguns dos agentes políticos", disse.
Sobre o relatório "Reformar as Pensões em Portugal - Por um Sistema Sustentável, Adequado e Justo - um Contrato entre Gerações", encomendado pelo Governo e apresentado em meados do mês, Montenegro considerou que "se pretende é ter informação e um tratamento sério da informação".
"Mas, atenção, convém dizer que este relatório é um olhar complementar para um livro verde que foi mandado realizar pelo Governo" anterior, do PS, destacou.
"Para próximas legislaturas nós diremos aos portugueses o que entendemos sobre aquilo que se deve fazer. Pode ser não fazer nada, pode ser fazer uma determinada proposta ou pode ser conciliar propostas com outros partidos", disse.
O chefe do Governo sustentou que "ninguém deve fechar a porta, nesse caso, para o futuro", frisando que haverá "alguns anos" para "ir aprofundando" as leituras que se fazem sobre o tema da segurança social e a perspetiva do Governo.
Montenegro reiterou que "as pensões dos portugueses são sagradas": "Já disse e repito, no dia em que tiver que cortar um cêntimo de uma pensão, eu demito-me. Mas eu não disse isto depois de ser primeiro-ministro, eu disse isto quando era líder da oposição", declarou.
"Eu não sei para que é que querem acusar o Governo de coisas que o Governo não faz. Portanto, a partir daí, seriedade, serenidade e sentido de responsabilidade com aqueles que estarão aqui a seguir a nós", apelou.
[Notícia atualizada às 14h20]
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