Elas atraem multidões às redes se apresentando como influenciadoras de estilo
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Mulheres e namoradas de jogadores, as WAGs, transformam suas vidas privadas em um negócio milionário nas redes sociais. Com milhões de seguidores, como Bruna Biancardi e Karoline Lima, elas faturam alto como influenciadoras de estilo, atraindo marcas. Descubra como essa nova era das “marias-chuteiras” está redefinindo o luxo e a influência no futebol.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Não é de hoje que elas vêm crescendo e aparecendo diante de vastas plateias virtuais mundo afora, mas nunca haviam alcançado tão generosas cifras, fenômeno alavancado pela onipresença das redes. O vocábulo WAG ingressou no dicionário global das Copas em 2002, quando as partidas se revezaram entre Japão e Coreia do Sul. De todas as nacionalidades, elas já revelavam ali traços de uma turma de perfil bem definido: rápidas no gatilho, sempre gostaram de ditar moda e, claro, fazem questão de derramar elogios aos cônjuges, que naturalmente as impulsionam. Foi no Mundial da Alemanha, quatro anos depois, que atraíram para si holofotes de alta potência e por um motivo do qual não exatamente se orgulham — chegaram a lançar no colo das WAGs inglesas (injustamente, claro) a culpa pela eliminação da seleção da Inglaterra, que teria perdido o foco no jogo de performance pífia pelo zum-­zum-zum delas no país.
No passado, as mulheres dos boleiros (oficiais e aspirantes) recebiam o pejorativo apelido de marias-chuteiras. As brasileiras têm se esforçado para jogar o preconceito para escanteio, ao se profissionalizar no ramo da influência e fazer carreira. E dá-lhe fotógrafo, stylish, videomaker, assessor — toda uma engrenagem por trás das postagens. Na lista das mais bem-­sucedidas despontam Duda Fournier, mulher de Lucas Paquetá, e Karoline Lima, ex de Éder Militão (fora do time por uma lesão) e atualmente entre idas e vindas com Léo Pereira. Acompanhada por quase 6 milhões de seguidores e dona de cachê médio de 295 000 reais, Karoline foi até contratada na Copa pelo canal digital de Ronaldo Fenômeno. Não raro, é avistada em meio a outras WAGs e, se der sorte, consegue chegar ao banco dos jogadores. Já Duda, nos últimos dias, tem exibido os filhos com Paquetá, de 5 e 6 anos, com a bola no pé em parquinhos de Nova York, conteúdo que entremeia com publis na casa dos 108 000 reais, como a de uma marca esportiva americana. “As WAGs ganharam vida própria e conseguiram construir marcas pessoais fortes”, avalia o especialista em marketing esportivo Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports.
Nesse meio, fofocas e polêmicas fornecem um bem-vindo empurrão aos cliques. Em Convocadas, documentário da Globo sobre a rotina das WAGs brasileiras, Duda e Paquetá cutucaram o vespeiro que envolveu o jogador em um suposto esquema de bets, do qual foi inocentado. “Ninguém nunca vai saber o que eu e o Lucas passamos”, diz ela. Affairs, então, fazem mover a manivela da audiência como poucos tópicos nas redes. As duas ex de Neymar, Carol Dantas, mãe do primogênito, Davi Lucca, 14 anos, e Amanda Kimberlly, com quem ele teve Helena, de 1 ano e 11 meses, em um caso extraconjugal, faturam cada qual em torno de 300 000 reais em publis. Pois bem: Bruna topou a presença de Carol na Copa e já foram inclusive flagradas com a criançada toda na Disney. Mas com Amanda a tolerância seria zero. Ela teria sido vetada de ir para os Estados Unidos por Bruna, o que nega. Agradável não é, mas essa ciranda toda deu o que falar e postar.
Publicado em VEJA de 3 de julho de 2026, edição nº 3002


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