Pré-candidato afirmou que transferirá a embaixada brasileira para Jerusalém e disse que Lula é "antissemita"; senador deve se encontrar com Milei na 2ª feira (29.jun)

As declarações foram feitas em Buenos Aires, durante a abertura da Latin America Chairmen’s Conference, promovida pela IFA (Israel Allies Foundation), em parceria com a AFOIA (American Friends of the Isaac Accords). Flávio deve se encontrar com o presidente da Argentina, Javier Milei, na 2ª feira (29.jun).

Assista ao discurso de Flávio (2min55s)

O senador também criticou o fato de o Brasil estar sem embaixador em Israel desde 2024 e prometeu mudar a condução da política externa caso chegue ao Palácio do Planalto.

Flávio disse ainda que transferirá a Embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém, medida defendida por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas nunca implementada durante seu governo.

A expressão faz referência à chamada “Onda Azul”, movimento de avanço de governos de direita na América Latina que sucedeu a “Onda Rosa”, marcada pela ascensão de partidos de esquerda a partir do fim dos anos 1990.

O senador citou como exemplos dessa mudança os governos de Donald Trump, nos Estados Unidos, Javier Milei, na Argentina, Nayib Bukele, em El Salvador, Daniel Noboa, no Equador, e Santiago Peña, no Paraguai. Flávio afirmou que a direita hoje governa a maior parte da América Latina.

O senador atribuiu a Milei o início desse movimento político regional e elogiou as medidas econômicas adotadas pelo presidente argentino. Disse que o país deixou de ser um exemplo de crise para se tornar referência de recuperação econômica, enquanto o Brasil, sob o governo Lula, seguiria na direção oposta.

O senador também dedicou parte do discurso ao combate ao crime organizado. Defendeu maior integração entre os países da região para enfrentar facções criminosas.

Segundo Flávio, investigações da Polícia Federal e de órgãos de inteligência de Israel e dos Estados Unidos apontam ligações entre o Hezbollah e facções brasileiras envolvidas no tráfico de drogas e no contrabando de armas.

O filho de Jair Bolsonaro criticou o governo Lula por, segundo ele, fazer gestões para impedir que os Estados Unidos classifiquem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.