Com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), Frente Popular homologa candidaturas de Carlos Costq, Marília Arraes, João Campos e Humberto Costa - Foto: Ricardo Fernandes/Folha de Pernambuco Na última semana, a Frente Popular deu dois reveses diretos na base aliada da governadora Raquel Lyra (PSD): a reconquista dos apoios das Federações PSDB/Cidadania e PRD/Solidariedade.
No primeiro caso, a oposição não descarta uma batalha jurídica pelo comando do bloco partidário. No entanto, o objetivo já foi alcançado: fragilizar o projeto do PSD.
Em convenção na última sexta-feira (31), aliados de Raquel Lyra na Federação PSDB/Cidadania aprovaram o apoio à reeleição da gestora estadual, mas o grupo governista já foi destituído e o ex-secretário Nilton Mota assumiu o posto. Falta só o registro estar disponível no sistema da Justiça Eleitoral para reverter o resultado.
A possibilidade de reação do grupo aliado de Raquel não está descartada, mas também não importa. O tempo de guia eleitoral e estrutura do partido já foram retirados da gestora. Se tudo isso vier para a base de João Campos, é só o lucro.
No mesmo sentido, a divisão na federação União Progressista é vista como outro ponto que fragiliza a governadora na véspera da eleição.
A leitura de uma fonte socialista em reserva é de que a gestora foi pragmática na escolha do presidente do bloco em Pernambuco, Eduardo da Fonte (PP), para o Senado, mas acabou perdendo o grupo dos Coelho.
E os sinais de fragmentação já começam a aparecer. A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) fez o gesto de oferecer a sua primeira suplência ao ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB).
Neste sábado, o prefeito de Araripina, Evilásio Mateus (PDT), manifestou apoio a João Campos na convenção da Frente Popular. Miguel Coelho estava ciente do movimento do aliado.
Mesmo que João não ganhe o apoio de Miguel ou que a disputa pela federação PSDB/Cidadania vire uma batalha jurídica. a lógica da Frente Popular é a mesma: a gente pode não ganhar, mas quem perde é Raquel.
Teoria dos jogos Na teoria dos jogos, a estratégia de “não buscar um ganho imediato, mas reduzir as possibilidades do adversário” é tida como um princípio fundamental em muitos jogos competitivos.
Um dos artifícios mais comuns é chamado de "jogada de negação (denial move)". Neste caso, o principal objetivo jogador é impedir que o adversário obtenha um recurso, uma posição ou uma vantagem
Você pode até não ganhar nada imediatamente, mas evitou que seu oponente cresça na disputa.


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