O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou neste domingo (28) que o número de mortos no país chegou a 1.450 após dois terremotos atingirem o país na última quarta (24). Leia mais (06/28/2026 - 14h58)
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28.jun.2026 às 14h58 Atualizado: 28.jun.2026 às 15h05
O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou neste domingo (28) que o número de mortos no país chegou a 1.450 após dois terremotos atingirem o país na última quarta (24).
O balanço anterior divulgado também pelo irmão da líder interina Delcy Rodríguez era pouco menor, com 1.430 mortes. Ele não informou um novo número de feridos, mas a cifra anterior era de mais de 3.200 feridos, além de mais de 3.200 famílias desalojadas. A estimativa de desaparecidos ultrapassa os 50 mil, segundo a ONU. O ritmo das atualizações tem sido irregular e, logo após a tragédia, os comunicados vieram de diferentes autoridades do regime.
À medida que socorristas trabalham nos prédios destruídos, a tendência é que a quantidade de vítimas siga aumentando, também porque a possbilidade de haver sobreviventes diminui a cada hora. Os órgãos de ajuda humanitária consideram as primeiras 48 a 72 horas um período crucial para resgatar pessoas com vida. Esse tempo pode ser estendido caso as vítimas consigam ter acesso a alimentos e água.
Delcy informou na madrugada de sábado para domingo que a Venezuela já recebeu apoio de 24 países. Segundo ela, os governos "enviaram 521 toneladas de suprimentos, 86 equipes com cães e mais de 2.741 profissionais de busca, resgate e apoio". Junto com as equipes venezuelanas, todos já estão em ação para buscar as vítimas do desastre, afirmou ela.
A líder ainda compartilhou o vídeo de resgate de um menino de 11 anos que foi resgatado com vida em Caraballeda. "Nessas horas, cada vida representa esperança para a Venezuela", escreveu.
Embora o regime tenha informado que alguns milhares de pessoas estão desaparecidas ou presas sob escombros, um site promovido pela oposição do país registra mais de 54 mil pessoas nessa situação. O chefe de ajuda humanitária da ONU também fala em mais de 50 mil desaparecidos.
Mais tarde, na manhã deste domingo, Delcy afirmou que membros da Defesa Civil, bombeiros, equipes de resgate nacionais e internacionais, forças de segurança e equipes médicas estão "mobilizados por toda La Guaira, trabalhando lado a lado para continuar salvando vidas e semeando esperança". No dia anterior, ela já havia informado que pelo menos 14 mil militares e policiais estavam no local.
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O estado mais afetado pela destruição foi militarizado, segundo a líder. Autoridades do regime também interditaram a estrada que liga La Guaira à vizinha Caracas, afirmando que o tráfego intenso impede a passagem rápida de veículos de emergência e das equipes oficiais de resgate. Civis que não integram as equipes precisarão de uma credencial para passar pela barreira.
A ONU estimou, neste sábado, em US$ 6,7 bilhões (R$ 34,6 bilhões) os danos físicos causados pelos dois terremotos na Venezuela, valor equivalente a 6% do PIB do país sul-americano. "Isso não inclui os danos à infraestrutura, a perturbação econômica mais ampla nem os custos de reconstrução de longo prazo", informou o comunicado, afirmando que o impacto econômico total pode ficar entre 1,5 e 3 vezes o custo dos danos diretos.
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O Serviço Geológico dos EUA estimou, por sua vez, a possibilidade de mais de 10 mil mortes decorrentes dos terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, o que os colocaria entre os mais letais da América Latina no último século. "Até 6,76 milhões de pessoas podem ter sido afetadas" pelas consequências do desastre, segundo a ONU.

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