Renúncia de Starmer expõe a tibieza de progressistas que prometem Estado social sem coragem para reformá-lo

A renúncia de Keir Starmer encerrou um dos governos mais breves e desmoralizados da história recente do Reino Unido. Menos de dois anos após uma vitória esmagadora, o líder trabalhista deixou o cargo de primeiro-ministro, anteontem, rejeitado pelo eleitorado e isolado em seu próprio partido.

Esse desfecho era previsível. Depois de 14 anos de governos conservadores marcados por escândalos, turbulência econômica e os duros efeitos do Brexit, os eleitores estavam exaustos. Muitos votaram menos a favor dos trabalhistas do que contra os conservadores. Starmer e seu partido, contudo, interpretaram esse repúdio como um mandato para a retomada de sua velha cartilha estatista.