Operação de cibercrime da PJ e das autoridades espanholas visou um esquema de “phishing” que desviou cerca de 50 milhões de euros do Santander através d...
A PJ realizou esta quarta-feira uma operação policial de âmbito nacional, durante a qual foram efetuadas 22 buscas domiciliárias em vários pontos do país. A operação culminou na detenção de 11 presumíveis autores dos crimes de associação criminosa, branqueamento de capitais e burla qualificada, suspeitos de receber e dissipar fundos de origem fraudulenta.
De acordo com o Público, pessoas que se fizeram passar pelo presidente da seguradora Zurich e por um advogado de renome convenceram o presidente executivo da Zurich Santander Insurance America a autorizar transferências que totalizaram cerca de 50 milhões de euros.
Apesar de a Zurich Santander Insurance America ter sido vítima da fraude, a Zurich garante que “nenhum dado de cliente foi roubado ou comprometido.” O responsável da empresa que autorizou as transferências já deixou funções.
A investigação foi iniciada no final do ano passado e permitiu identificar uma organização constituída por vários grupos com ligações entre si.
Segundo as autoridades, a rede dedicava-se à criação de sociedades comerciais de “fachada” com o objetivo de fazer circular fundos de proveniência ilícita, resultantes de burlas e outros crimes informáticos, designadamente esquemas de “CEO Fraud”, através de contas bancárias nacionais e estrangeiras abertas em nome dessas sociedades.
De acordo com um comunicado do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), “nas contas controladas pela organização circularam, entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, cerca de cinquenta milhões de euros”.
Na sequência das buscas domiciliárias, foram apreendidos equipamentos informáticos, documentação bancária e telemóveis.
Alguns dos detidos serão interrogados pelo Ministério Público, enquanto os restantes serão presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação das respetivas medidas de coação.
Em comunicado, a PJ especifica que “os 11 detidos, três mulheres e oito homens, serão presentes a primeiro interrogatório no Ministério Público”.



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