A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (3) a Operação Exchange, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. Ao todo são 11 mandados de prisão, e sete fora…

Por Isabela Leite, Léo Arcoverde, Bruno Tavares, Globonews, TV Globo e g1 SP — São Paulo

03/07/2026 07h09 Atualizado 03/07/2026

A PF deflagrou a Operação Exchange contra uma organização suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional de drogas.

Entre os alvos estão Victor Shimada e Stella Stefanie, sancionados pelos Estados Unidos na quarta-feira (1º) por suposta ligação com uma rede de lavagem de dinheiro associada ao PCC.

A Justiça determinou o bloqueio de bens, valores e criptoativos dos investigados até R$ 10,4 bilhões, além de expedir 13 mandados de busca e apreensão.

Todos os presos serão levados para a sede da PF em São Paulo. O empresário Victor Shimada está foragido.

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A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (3) a Operação Exchange, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas.

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Ao todo são 11 mandados de prisão temporária, e sete foram cumpridos até a última atualização desta reportagem. Entre os presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, alvo de sanções dos EUA na quarta-feira (1º) por suposta ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Todos os presos serão levados para a sede da PF em São Paulo. O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada, também alvo de sanções dos EUA, está entre os procurados pela PF, mas está foragido.

Para despistar as autoridades, as investigações apontam que os dois usavam apelidos: Shimada era "o Japa"; Stella, "Lara Croft". Segundo a acusação, Stella organizava a coleta do dinheiro, e Shimada era o elo com os traficantes ligados ao PCC no Brasil.

👉 Com as sanções, os bens nos Estados Unidos dos alvos são bloqueados e qualquer empresa que pertença, direta ou indiretamente, em 50% ou mais, às pessoas punidas, também será bloqueada. Entenda aqui o que acontece com pessoas e empresas alvos de sanções econômicas pelo governo dos EUA.

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Outros 13 mandados de busca também foram expedidos, em endereços localizados na capital paulista, em Santos, em Praia Grande e em Santana de Parnaíba. Também foi determinado judicialmente o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o montante total de R$ 10,4 bilhões.

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Segundo a PF, os investigados utilizavam um sistema estruturado para a movimentação de recursos, por meio de transferências ilícitas de criptoativos, transporte de valores, inclusive em espécie, operações bancárias de alto valor, repasses entre pessoas físicas e jurídicas e outras atividades financeiras.

Os envolvidos poderão, em tese, ser responsabilizados pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Em nota, Yuri Cruz, do escritório Marcelo Cruz Advocacia Criminal, que faz a defesa de Victor Shimada, informou que "tomou conhecimento, há instantes, da operação realizada pela Polícia Federal. Neste momento, entretanto, ainda não dispomos de acesso às decisões judiciais nem aos elementos que fundamentaram as medidas adotadas".

"Nesse contexto, qualquer manifestação sobre os fatos ou sobre o objeto da investigação seria precipitada. Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis."