Precisamos vingar a derrota de 'O Agente Secreto' para 'Valor Sentimental' no Oscar
Formado em jornalismo, começou a escrever na Folha em 2001. Passou por diversas editorias no jornal e atualmente assina o blog Copo Cheio, sobre o cenário cervejeiro, e uma coluna em Esporte
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26.jun.2026 às 21h56
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Eu quero a Noruega. Pronto, falei.
Sim, sim, o Brasil enfrenta o Japão na segunda-feira (29), pela fase-Infantino (também chamado de 32 avos, segunda fase, play-in ou do que você quiser; gosto de fase-Infantino), criada recentemente para o presidente da Fifa pagar uns boletos extras, em dólar.
Mas este escriba humilde, em momento de soberba, só tem olhos para a Noruega já na fase seguinte, a que todo mundo sabe o nome —oitavas de final. E, sim, sabemos que os noruegueses também têm um rival duríssimo pela frente, Costa do Marfim.
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Mas o motivo para querer encontrar os tais vikings é um drama: precisamos vingar a derrota de "O Agente Secreto" no Oscar, quando foi superado pelo tal norueguês "Valor Sentimental", em decisão que também aconteceu nos Estados Unidos.
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No Brasil, as pessoas protestaram, gritaram e pediram recontagem dos votos. Em Oslo não teve nem piquenique na pracinha com caviar e bacalhau. Foi quase um desprezo pela dor brasileira.
Alguns dizem que o filme de Joachim Trier ganhou nos pênaltis, que podia ter dado qualquer coisa, que estava equilibrado e que o VAR acabou interferindo. O fato é que o tal longa impediu o bicampeonato do Brasil. E, como todo mundo sabe, Oscar e futebol têm praticamente o mesmo peso na hora da festa ou do meme.
Já imagino Vinicius Junior marcando o gol e oferecendo para Kleber Mendonça Filho, Matheus Cunha surfando em cima da perna cabeluda, Rayan mandando Wagner Moura colocar a vitória na conta do papa (não, esse é outro filme). Não importa, precisamos tirar esse trauma norueguês da frente.




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