Senador Rogério Marinho (PL-RN) afirma que o governo fez "gasto eleitoreiro" com peças publicitárias sobre o fim da escala 6x1; valor empenhado nos últimos seis meses seria superior do que o total do ano passado inteiro

Compartilhar matériaO senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado Federal, enviou uma representação ao TCU (Tribunal de Contas da União) solicitando que seja realizada uma auditoria emergencial para investigar os gastos públicos por parte do governo federal com campanhas publicitárias sobre o fim da escala de trabalho 6x1. O documento foi apresentado nesta terça-feira (23).

A CNN solicitou um posicionamento por parte da Secom sobre o tema, mas até o momento não obteve retorno.

Na representação, Furtado argumenta que a campanha lançada pelo governo federal para promover a proposta de redução da jornada de trabalho apresenta características semelhantes às que levaram o TCU a suspender, em 2019, uma propaganda do então governo Jair Bolsonaro (PL) sobre o chamado "pacote anticrime".

Agora, o representante do Ministério Público sustenta que a campanha sobre o fim da escala 6x1 também trata de uma matéria que ainda não concluiu sua tramitação legislativa. Embora a proposta tenha sido aprovada pela Câmara dos Deputados, ela ainda precisa ser analisada pelo Senado para entrar em vigor.

O documento cita que a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) teria destinado cerca de R$ 80 milhões para a campanha, valor oito vezes superior aos aproximadamente R$ 10 milhões estimados para a propaganda do pacote anticrime que foi suspensa em 2019.