Martin Wolf, comentarista-chefe de economia do Financial Times, seleciona suas melhores leituras de economia do primeiro semestre deste ano. Leia mais (06/26/2026 - 23h00)

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26.jun.2026 às 23h00

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Martin Wolf Comentarista-chefe de economia no Financial Times, doutor em economia pela London School of Economics.

Martin Wolf, comentarista-chefe de economia do Financial Times, seleciona suas melhores leituras de economia do primeiro semestre deste ano.

Esta é uma obra original e provocativa sobre como combinar liberdade com prosperidade. A resposta, sugere o autor, que é pesquisador visitante na London School of Economics, "repousa nas sinergias entre a liberdade republicana e a destruição criativa schumpeteriana" e, portanto, entre reforma política e econômica.

Para alcançar essa transformação, ele argumenta que devemos ir muito além da definição liberal de liberdade como "não interferência" para um ideal republicano mais profundo de "não dominação" por poderes públicos e privados. O ideal é radical. Pode não ser viável. Mas é definitivamente atraente.

Eichengreen é o decano dos especialistas em sistema monetário internacional. Neste livro oportuno, ele coloca as preocupações atuais sobre o papel global do dólar em seu contexto histórico. Ele observa, acima de tudo, que as moedas internacionais têm sido nacionais ou, no caso do euro, regionais.

Isso cria uma tensão, e há um benefício global em ter uma moeda internacional comum. Mas sua aceitabilidade depende da confiança no emissor específico. Mudanças tecnológicas também podem revolucionar o sistema monetário internacional. Hoje, ambas as forças estão minando a primazia até então inquestionável do dólar.

Este é um livro revolucionário e estimulante. A partir de uma análise rigorosa de séculos de história econômica, Goodspeed desafia a sabedoria convencional sobre a ocorrência e a suposta natureza "purificadora" das recessões.

Ele argumenta que crises não seguem invariavelmente booms insustentáveis, acrescentando que, "alguns anos após uma recessão, as economias tipicamente se parecem notavelmente com o que teriam sido se tivessem continuado ininterruptamente ao longo das tendências de longo prazo". Só podemos desejar que essa conclusão feliz descrevesse a quase estagnação da economia do Reino Unido pós-2007.

Este livro aborda a questão fundamental de por que a Europa e depois os desdobramentos europeus, notadamente os Estados Unidos, conseguiram avançar tanto em relação às outras grandes civilizações, incluindo a China, tanto tecnológica quanto economicamente, entre os séculos 17 e 20.

A resposta foca o papel das instituições sociais: a Europa desenvolveu instituições corporativas e mercados, que não se baseiam nem em laços de família, tribo ou casta, nem nos comandos de uma burocracia centralizada, sendo as cidades autônomas um bom exemplo. Tais arranjos impessoais e também voluntários podiam operar entre pessoas não relacionadas através de vastas distâncias. O argumento é revelador.

Johnson foi, até recentemente, diretor do Institute for Fiscal Studies. Neste importante livro, ele resume o resultado de um estudo de cinco anos sobre a desigualdade no Reino Unido, presidido pelo Prêmio Nobel Angus Deaton.

O livro chega a cinco conclusões importantes sobre "enfrentar as desigualdades": primeiro, a desigualdade de oportunidades está diretamente conectada à desigualdade de resultados; segundo, a redistribuição importa, mas também "o status e a dignidade" que vêm de moldar o próprio destino; terceiro, políticas sobre comércio, imigração ou clima devem levar em conta o impacto sobre a desigualdade; quarto, processos de mercado aparentemente "justos" podem ter consequências deletérias para a desigualdade; e, finalmente, o crescimento ainda importa.

Leigh é autor de "The Shortest History of Economics". Neste novo livro, ele analisa a história da faculdade mais notável da humanidade, a capacidade de inovar. Das ferramentas de pedra à IA (inteligência artificial), a humanidade encontrou novas formas de fazer as coisas —algumas grandes e muitas pequenas.

Ele argumenta que há três capacidades por trás da inovação: "experimentação, equipes e comércio" ou, em outras palavras, tentativa e erro, cooperação e troca. A inovação, por sua vez, presenteou os humanos com um poder extraordinário sobre o planeta. O livro resume de forma elegante a história inquieta, ocasionalmente aterrorizante, dessa faculdade exclusivamente humana.