WTI para setembro fechou em alta de 6,17%, a US$ 92,19 por barril

Compartilhar matériaO petróleo subiu mais de 7% nesta quinta-feira (23) com o Brent chegando a US$ 100 por barril. A alta ocorre em meio à restrição do fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz e com a escalada de tensões entre os houthis do Iêmen e a Arábia Saudita no Mar Vermelho, o que também aumenta a incerteza sobre o tráfego no Estreito de Bab-el-Mandeb.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro fechou em alta de 6,17% (US$ 5,36), a US$ 92,19 por barril. O petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em alta de 7,04% (US$ 6,62), a US$ 100,69 o barril.

O petróleo subia desde a madrugada, após as forças dos EUA anunciarem a conclusão de mais uma rodada de ataques contra o Irã pela 12ª noite consecutiva, enquanto Teerã continuou suas retaliações em países do Golfo Pérsico. Washington também anunciou que está enviando mais tropas, equipes médicas e armamentos ao Oriente Médio para ampliar o leque de opções militares.

O tráfego pelo Estreito de Ormuz caiu acentuadamente em relação aos níveis de junho, enquanto dados de rastreamento de navios da Kpler mostram que algumas embarcações mudaram de rota para evitar o Mar Vermelho.

"O conflito entre Estados Unidos e Irã não mostrou sinais de arrefecimento, e também não há indicação de qualquer acordo de paz emergindo", dizem analistas do Deutsche Bank.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que está considerando seriamente retomar a guerra em grande escala contra o país persa. Segundo ele, o ataque será maior do que a Operação "Epic Fury". O líder americano também ameaçou punir militarmente os houthis do Iêmen se o grupo continuar a interferir nas rotas comerciais da região do Golfo, acrescentando que Washington também irá responsabilizar o Irã.

Trump ainda pontuou que o acordo civil nuclear com a Arábia Saudita será aprovado, mas está "totalmente sujeito" à adesão saudita aos Acordos de Abraão, que são tratados diplomáticos intermediados pelos Estados Unidos que normalizaram as relações entre Israel e vários países árabes.