Em Lampedusa, o Papa Leão XIV cobrou ações da Europa e criticou o sistema econômico que gera pobreza e força milhares à imigração perigosa no Mediterrâneo.
Por Gazeta do Povo Lab
Por Catholic News Agency
Dê de presentePrefira a Gazeta no GooglePapa Leão XIV, que alertou para as mortes por crise imigratória, em Lampeduza. (Foto: DANIEL DAL ZENNARO - EFE)O Papa Leão XIV visitou a ilha de Lampedusa no último sábado para homenagear imigrantes mortos no Mediterrâneo. Ele denunciou que as tragédias são fruto de decisões políticas equivocadas e de uma indiferença global que transforma o mar em um cemitério para quem busca refúgio.
O pontífice afirmou que os migrantes mortos na travessia marítima são vítimas tanto de decisões tomadas quanto daquelas que deixaram de ser executadas por líderes mundiais. Ele defendeu que a crise não pode ser tratada apenas como uma emergência passageira, mas exige políticas estratégicas de longo prazo.
A celebração ocorreu no campo esportivo Arena e foi marcada por gestos simbólicos, como o uso de um conversível Fiat semelhante ao utilizado pelo Papa Francisco em 2013. Antes da missa, Leão XIV visitou o cemitério local e colocou flores em túmulos de crianças migrantes, em um momento de silêncio e reflexão.
Ele cobrou que as sociedades europeias assumam sua responsabilidade histórica. Leão XIV propôs um plano capaz de receber, proteger e integrar os imigrantes, ao mesmo tempo em que o bloco deve auxiliar o desenvolvimento dos países de origem para que ninguém mais seja forçado a abandonar seu lar por necessidade.
O papa utilizou a parábola bíblica para criticar o comportamento de 'passar ao largo' diante do sofrimento alheio. Para ele, ser 'próximo' de alguém exige ação concreta. Ele alertou que o medo, o preconceito e a corrupção nos países de origem funcionam como 'ladrões' que roubam a dignidade e a vida dos seres humanos.
Um dos momentos mais emocionantes foi quando uma criança presenteou o papa com uma bola de futebol, contando como um brinquedo semelhante ajudou a superar a tristeza de ter perdido tudo há dez anos. O papa também orou sozinho à beira-mar, onde o vento forte chegou a levar seu solidéu para as águas.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
Papa Leão XIV atribui mortes de migrantes a decisões e omissõesDeixe sua opinião
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