Papa Leão XIV enfrenta crise com grupos tradicionalistas ➡️ A Fraternidade São Pio X defende o retorno das missas em latim e rejeita parte das reformas adotadas pelo Vaticano há mais de 60 anos. Além da excomunhão dos bispos, o Vaticano advertiu os católicos de todo o mundo que a Fraternidade São Pio X agora celebra sacramentos de forma ilícita e não pode oficiar casamentos nem ouvir confissões com validade perante a Igreja Católica. Entre as principais bandeiras do grupo estão o retorno das missas em latim, celebrações com o padre voltado para o altar, de costas para os fiéis, e a rejeição de parte das reformas litúrgicas e pastorais adotadas pela Igreja nas últimas décadas. Consagração cismática de bispos realizada pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) em Ecône, no oeste da Suíça, em 1º de julho de 2026 FABRICE COFFRINI / AFP A nova crise começou após a fraternidade ordenar quatro bispos sem autorização da Santa Sé, em uma cerimônia realizada em Écône, na Suíça, em 1º de julho. O Vaticano considerou a cerimônia um "ato cismático" e declarou a excomunhão dos bispos envolvidos. A Santa Sé também afirmou que padres e fiéis leigos que aderirem formalmente ao grupo estão em situação de cisma e excomungados. A Fraternidade São Pio X rejeita a decisão e afirma que as ordenações foram necessárias para garantir a continuidade de suas atividades religiosas. O conflito entre a fraternidade e o Vaticano atravessa décadas. Em 1988, o fundador do grupo, Marcel Lefebvre, também ordenou quatro bispos sem autorização do então papa João Paulo II. Na época, os envolvidos foram excomungados. A punição foi revogada em 2009 pelo papa Bento XVI, em uma tentativa de reaproximação, mas a situação canônica da fraternidade permaneceu irregular. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.