Governadora de Pernambuco e presidente estadual do PSD, Raquel Lyra - Foto: Arthur Botelho/Folha de Pernambuco A decisão da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), de não receber o correligionário e presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) em Pernambuco não configura desfeita. Sinaliza método.
Para a governadora, a véspera e o dia de São João são sagrados, exclusivamente à família. O recolhimento junino também reforça coerência. Mesmo sob o aval do cacique nacional da sigla, Gilberto Kassab, para escolher seu presidenciável, Raquel Lyra preserva o mistério. Repete o roteiro de 2022: foco absoluto na gestão estadual, voto secreto para o Planalto e pressa nenhuma. Subir no palanque de Caiado agora arruinaria a discrição. O calendário joga a seu favor, com o prazo para as definições de chapas até 4 de agosto, nas convenções. Mais importante: o drible no ex-governador goiano blinda Raquel Lyra. Duas semanas após o presidente Lula gravar vídeo reforçando apoio ao seu principal oponente, João Campos (PSB), festejar Caiado entregaria de bandeja à oposição o selo de rompimento com o petismo. A governadora se recusa a assinar o roteiro dos adversários. Caiado entendeu o compasso de Raquel Lyra. Rasgou elogios à gestora e criou um palanque no estado, apostando em prefeitos e pré-candidatos a deputados federais e estadualis. Ciente de ser desconhecido por metade do eleitorado brasileiro, tenta romper a polarização nacional entre Lula e Flávio Bolsonaro. Ontem, deu entrevistas, conversou com empresários e prestigiou a Capital do Forró, onde foi recepcionado pelo prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD).


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