Ao se defender, Raquel afirmou que foi “violentada de todas as formas” - Reprodução/YouTube Rádio Grande Rio FM A governadora e candidata a reeleição Raquel Lyra (PSD) reforçou, na manhã desta quinta-feira (27), que não há, da parte da gestão dela, “gabinete do ódio” contra João Campos (PSB), principal adversário na campanha eleitoral pelo governo de Pernambuco nas eleições deste ano. A informação de uma suposta estrutura de ataques políticos orquestrada pela equipe da governadora surgiu a partir de uma matéria da TV Record, veiculada na noite de terça-feira (25).
Em entrevista a concedida à Rádio Grande Rio FM, de Petrolina, Raquel, ao se defender, afirmou que ela é que foi “violentada de todas as formas” e vítima dos ataques do PSB por meio de perfis falsos criados nas redes sociais.
“Tenho sofrido ataques desde 2022 e na transição do governo”, disparou, ressaltando que houve tentativa da oposição de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) com a finalidade de investigar suposto gabinete do ódio, proposta não vingou, pois não houve comprovação da denúncia.
“Todo mundo conhece as velhas políticas do PSB. Parece que não aceitam uma mulher no governo”, disparou a governadora. De acordo com a gestora, já foram denunciados mais de 40 perfis mapeados com pessoas ligadas a João Campos. Disse, ainda, que outras 430 páginas estariam agindo nas redes sociais com informações mentirosas sobre ela.
A governadora reforçou que são mentiras as declarações de Amisadai Andrade da Silva, servidor da Caixa Econômica Federal, mas que estava contratado pelo governo do estado como superintendente de Operações da Arena de Pernambuco e foi exonerado pela governadora no dia seguinte às denúncias.
Na reportagem da Record, Amisadai é flagrado, em um restaurante no Recife, numa gravação, que parece não autorizada por ele, na qual relata como seria a estratégia para “desidratar" a imagem de João Campos.
"Não estou aqui para fazer gabinete de ódio. [...] Meu serviço é trabalhar para fazer o bem sem olhar a quem. E é isso que eu vou continuar fazendo. O povo de Pernambuco me conhece de perto. Trabalhamos com transparência", defendeu-se Raquel Lyra.
Reação Ontem pela manhã, um dia depois da matéria veiculada na Record, João Campos reagiu às gravações exibidas nacionalmente pela emissora de TV com um vídeo no instagram. “Não vão nos intimidar”, afirmou João, que anunciou a adoção de medidas judiciais.
“Vou me reunir com meus advogados ao longo do dia, após essa matéria, para tomar as medidas necessárias. Porque não vale tudo na política. Como é que alguém senta na cadeira para governar o Estado e trata, dentro do Palácio, de montar uma estrutura para atacar a honra de adversário com dinheiro público? As pessoas não querem isso para a eleição. As pessoas querem falar de futuro, querem falar de esperança, de realização”, declarou João em entrevista, também ontem, à Rádio Grande Rio.
Ele deixou claro que as revelações não serão encaradas como parte normal do embate eleitoral. “Nossos advogados vão tomar todas as medidas”, afirmou. Ao mesmo tempo, João afirmou que não permitirá que o episódio tire sua campanha das ruas ou desvie o debate dos problemas enfrentados pela população.



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