Gade (Grupo de Apoio a Desastres) atua principalmente na reconstrução da infraestrutura das cidades impactadas na região de Ribeirão Preto
Compartilhar matériaAções emergenciais de apoio foram anunciadas pelo Governo de São Paulo, neste domingo (26), após as fortes chuvas que atingiram a região de Ribeirão Preto na madrugada de sexta-feira (24). Até o momento, há o registro de uma vítima fatal em razão do temporal.
As medidas foram anunciadas pelo governador, Tarcísio de Freitas, em visita à cidade. Segundo ele, alguns municípios já tiveram os decretos de emergência reconhecidos e os demais terão o reconhecimento realizado para permitir a liberação emergencial de recursos para reconstrução.
A Defesa Civil do Estado de São Paulo atualizou a relação de cidades em que foi decretada situação emergencial. Veja:
As cidades sofreram grandes danos na rede elétrica e no abastecimento de água. Ao menos 54 torres de transmissão de energia foram derrubadas e, segundo o governo, foram instalados geradores em unidades consideradas prioritárias, como hospitais e estruturas de captação, tratamento e bombeamento de água.
O Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, que ficou completamente interditado, recebeu um grupo gerador e teve a operação da caldeira restabelecida.
Para o abastecimento de água, foram enviados mais 11 caminhões-pipa à região, que se somam aos veículos já entregues anteriormente. Os equipamentos serão utilizados principalmente nas áreas em que a falta de energia comprometeu a operação de poços artesianos e estações de bombeamento.
Em relação à energia, Guariba é a cidade em situação mais crítica. Equipes estaduais, municipais e da concessionária atuam na retirada de árvores, limpeza das vias e recuperação das redes de transmissão e distribuição.
De acordo com a Defesa Civil Estadual, ao todo 30 agentes do órgão atuam distribuídos entre quatro cidades afetadas:
Além disso, nove cidades terão reforço de efetivo nas Coordenadorias Regionais e Defesas Civis Municipais:
Para o setor do agropecuário, houve a liberação de crédito pelo Feap (Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista), a disponibilização de recursos para subvenção do seguro rural e a abertura de linhas de financiamento pela Desenvolve SP.
Segundo o governador, os prejuízos foram grandes, com estruturas, estufas e outras estruturas de armazenamento perdidas. Os recursos da Feap devem ser liberados imediatamente para ajudar os produtores na questão da reconstrução e dos prejuízos.
Equipes da Secretaria de Agricultura e Abastecimento foram mobilizadas para avaliar a extensão dos danos, calcular os prejuízos e definir as medidas necessárias para a recuperação das áreas produtivas. O Estado também deve atuar na recuperação de estradas municipais, vicinais e vias de acesso às propriedades rurais que ficaram isoladas.
As reformas nas escolas estaduais danificadas foram autorizadas e, nos casos mais simples, a previsão é de que as unidades retomem as atividades em até uma semana. Outros reparos mais complexos, no entanto, poderão levar cerca de 30 dias, enquanto as mais afetadas poderão precisar de intervenções com duração entre 90 e 120 dias.
“Esses alunos vão ser realocados em outras escolas, nós temos escolas novas ficando prontas aqui em Ribeirão Preto, escolas que vieram inclusive da nossa Parceria Público-Privada, que vão ter condição de acomodar parte desses alunos e o Governo do Estado vai entrar com a disponibilidade do transporte, se necessário”, explicou o governador Tarcísio de Freitas.
Para reorganizar a regulação regional dos pacientes e manter o atendimento nas unidades hospitalares, Secretaria de Estado da Saúde autorizou a contratação de leitos privados de urgência e emergência, dentro do plano de contingência anunciado.
O Governo do Estado informou que "está preparado para apoiar financeiramente a recuperação das unidades municipais de saúde danificadas".
Por meio da Defesa Civil e do Fundo Social de São Paulo, foram enviados colchões, cobertores, roupas, fardos de água e cestas básicas para o atendimento das famílias desalojadas ou que tiveram suas casas danificadas. Até o momento, foram mobilizados 11.384 itens de ajuda humanitária.
“Desde as primeiras horas, nossa prioridade foi cuidar das pessoas. Estamos enviando ajuda humanitária, telhas, caminhões-pipa e todo o suporte necessário para atender as famílias, recuperar os serviços essenciais e restabelecer a normalidade o mais rapidamente possível”, afirmou o governador.
Foram destinadas 6 mil telhas para o início imediato do reparo das moradias. Um primeiro lote de 3 mil unidades já havia sido encaminhado à região, e um segundo carregamento, com a mesma quantidade, começou a chegar neste domingo (26). Lonas também foram distribuídas para a cobertura provisória dos imóveis.
Além disso, uma equipe do Gade (Grupo de Apoio a Desastres) foi enviada pelo Governo Federal, neste sábado (25), para Ribeirão Preto, para dar apoio humanitário a população.


0 Comentário(s)
Deixe seu comentário