A Comissão Europeia afirmou hoje que as reservas de gás da União Europeia estão atualmente a 62%, alegando que o quadro é estável e não há, para já, "q...
Em conferência de imprensa em Bruxelas, a porta-voz da Comissão Europeia Eva Hrncirova reconheceu que, este ano, o abastecimento das reservas de gás na Europa está a ser feito "de maneira mais lenta" do que o habitual, mas descartou motivos para preocupações.
"Neste momento, estamos com as reservas muito perto dos 62%. Não existe, neste momento, qualquer preocupação imediata relativamente à segurança do abastecimento de gás na União Europeia (UE) para o próximo inverno", referiu, observando que a UE nunca tenta encher totalmente as suas reservas de gás, mas apenas até 80%.
Eva Hrncirova admitiu que o encerramento do estreito de Ormuz criou um "contexto muito volátil" e as ondas de calor que assolaram a Europa neste verão "exerceram pressão sobre o sistema elétrico".
"Mas, nesta fase, a situação é estável e não existe qualquer risco", reforçou, insistindo que a UE está "muito bem encaminhada para garantir o abastecimento de gás no inverno".
Questionada sobre quem são atualmente os principais fornecedores de gás da UE, a porta-voz indicou que o primeiro fornecedor é a Noruega, seguida dos Estados Unidos.
Esta garantia da porta-voz foi deixada depois de, em julho, em entrevista à agência de notícias Reuters, o diretor executivo da empresa norueguesa Equinor, Anders Opedal, principal fornecedora de gás natural da Europa, ter alertado que a UE poderia não conseguir encher as reservas de gás até à meta dos 80% antes do inverno.
"Não consideramos que a Europa consiga atingir, este outono, um nível de armazenamento superior a 80%", alertou, observando que muito do gás natural liquefeito que era normalmente destinado à Europa está a ser desviado para a Ásia devido à guerra no Irão.
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