Marinheiros relataram condições diferentes em missões anteriores, principalmente devido à guerra, que impediu o navio de fazer escalas em portos aliados

Compartilhar matériaPara a tripulação do porta-aviões USS Abraham Lincoln, o anúncio de que retornariam para casa traz "uma enorme sensação de alívio" após os altos e baixos emocionais de sua missão prolongada.

"Antes disso, eles recebiam a informação de que 'voltariam em tal data', e então essa data era prorrogada por algumas semanas ou talvez um mês; cada prorrogação... representava uma espécie de montanha-russa emocional para a tripulação ao tentar descobrir quando realmente voltariam para casa e para suas famílias", disse o contra-almirante da reserva da Marinha dos Estados Unidos, Andrew Loiselle, à CNN, nesta sexta-feira (21).

O Lincoln já iniciou a viagem de volta, segundo uma fonte. O trajeto de cerca de 21 mil km até San Diego levará cerca de um mês, afirmou o contra-almirante.

No entanto, essa etapa de deslocamento da missão "será uma pausa bem-vinda" para os militares, enquanto preparam o navio e deixam as aeronaves prontas para voar, acrescentou ele.

Durante os quase nove meses em alto-mar, a tripulação provavelmente dependeu de suprimentos vindos de Diego Garcia — uma pequena ilha no Oceano Índico situada a mais de três mil quilômetros da costa do Irã — em vez da base habitual dos EUA no Bahrein, devido ao conflito no Estreito de Ormuz, disse Loiselle.

"Isso acaba resultando em um intervalo maior entre os reabastecimentos, mais tempo de espera por correspondências e encomendas da Amazon, e por todas aquelas coisas que mantêm o moral da tripulação elevado", acrescentou ele. "Espera-se que eles recebam correspondências com mais regularidade agora, o que também elevará o bem-estar durante a viagem de volta."

Um membro da tripulação do Lincoln descreveu o bem-estar a bordo como muito baixo, mencionando também problemas constantes com instalações básicas — como banheiros e bebedouros frequentemente interditados e a falta frequente de água quente.

Outros marinheiros relataram à CNN condições diferentes das missões anteriores, principalmente devido à guerra, que impediu o navio de fazer escalas em portos aliados.