Foo Fighters e Maroon 5 dividem holofotes com Calvin Harris

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28.ago.2026 às 23h00

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Há dois anos, quando se tornou um quarentão, o Rock in Rio traçou estratégias para driblar a perda recente da capacidade de atrair ao festival a elite da música pop mundial. Entre elas estavam um "dia Brasil", só com atrações nacionais —incluindo o sertanejo—, outro apenas com shows comandados por mulheres e uma data dedicada ao trap.

Agora, nesta edição, o Rock in Rio pegou tanto as ideias que funcionaram, oxigenando o evento, quanto as que não deram tão certo e as jogou no lixo. Começando na próxima sexta-feira e com datas até 13 de setembro, o festival volta ao Parque Olímpico, no Rio de Janeiro, com outros planos.

Em sua 11ª edição, o evento se equilibra entre o rock e o pop, gêneros que correspondem a cinco —Foo Fighters, Avenged Sevenfold, Twenty One Pilots, Elton John e Maroon 5— dos sete headliners. As outras duas datas têm eletrônica, com Calvin Harris, e o "dia do k-pop", com o Stray Kids. Sem trap, mulheres e brasileiros no topo da escalação.

Entre os roqueiros, o Foo Fighters é o mais tarimbado. A banda, que já fez mais de 15 shows no Brasil, incluindo nas edições de 2001 e 2019 do Rock in Rio, volta ao país três anos depois de tocar no The Town —o irmão paulistano do megaevento carioca. E já tem data para voltar —no ano que vem, com shows em estádios de São Paulo e Belo Horizonte.

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O grupo de Dave Grohl traz na bagagem um novo disco, o recém-lançado "Your Favorite Toy", e um novo baterista, Ilan Rubin, ex-Nine Inch Nails. O dia ainda conta com o hardcore melódico do Rise Against, banda americana popular nos anos 2000, e o punk irreverente do The Hives, da Suécia, entre outros.

O Avenged Sevenfold volta ao palco principal do Rock in Rio depois de chamar a atenção em 2013 e de confirmar seu poder de fogo na edição passada. A estética da banda dá o tom do dia, com um rock mais sombrio e mais próximo do heavy metal e do emo. Entre as atrações estão Bring Me the Horizon, Machine Gun Kelly e Bad Omens. Promessa de roupas pretas e rodas de bate-cabeça.

Já o Twenty One Pilots, que faz um pop alternativo abrangendo de indie rock a hip-hop, encabeça o último dia da edição, essencialmente centrado em cantoras pop —com Halsey, Lola Young e Zara Larsson na programação. A dupla, que no show ganha mais integrantes, é conhecida por fazer acrobacias no palco e já tocou três vezes no Lollapalooza. Na última delas, em 2023, teve a ingrata missão de substituir o Blink-182.

Quem também tem experiência como substituto é o Maroon 5, que toca no dia 12, já com ingressos esgotados. Sucesso do tipo que agrada a toda a família, a banda já ocupou palcos que seriam de Jay-Z e Lady Gaga em edições passadas do Rock in Rio. Adam Levine e sua trupe já fizeram mais de 20 shows no Brasil e são a atração principal num dia mais eclético.

A data conta com o reggaeton de J Balvin e o indie-folk do Mumford & Sons, além de Demi Lovato. Diferente das apresentações roqueiras que trouxe nos últimos anos ao Rock in Rio e The Town, a ex-Disney agora faz um show mais pop, inspirado no álbum "It’s Not That Deep", de 2025.

A música pop dá as caras ainda no dia encabeçado por Calvin Harris —6 de setembro, também com entradas esgotadas—, que será o primeiro DJ a fechar a programação diária no Rock in Rio no maior palco do festival, o Mundo. O espaço já recebeu DJs anteriormente, como Alok —que neste ano toca no dia do Stray Kids—, David Guetta e Marshmello, mas tocando sempre antes de uma atração de outro gênero.

Apesar de ser um artista da música eletrônica, Harris tem seu nome em vários dos maiores hits do pop nas últimas décadas. Em seu dia, passam pelos palcos principais Black Eyed Peas e Ne-Yo, outros nomes que também tocaram no festival nos últimos anos. Atração inédita no evento é Nelly, rapper que coleciona sucessos dançantes, com um pé no R&B, na década de 2000.

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