Casa havia caído ao lado da obra em março deste ano
Por Bernardo Marchiori
Um trecho do passeio cedeu no início da Rua Nossa Senhora de Fátima, no bairro homônimo, na Cidade Alta, em Juiz de Fora, na manhã dessa sexta-feira (17). Metade da rua foi interditada. Com isso, ônibus e veículos de grande porte foram impedidos de seguir o itinerário por esse caminho. Usuários das linhas 547 e 560 foram afetados e precisaram subir a pé.
A situação ocorre quase quatro meses após uma casa, no terreno de uma obra no local, desabar. Uma idosa, que preferiu não se identificar, esperava, no início da rua, “uma pessoa conhecida passar para acionar um carro por aplicativo”, já que não possui condições de subi-la a pé, com três sacolas pesadas. “Minha casa é uma das últimas, das mais altas da rua. Em outros tempos, até subiria andando, mas hoje dependo do ônibus.”
A reportagem também presenciou a chegada da Defesa Civil para iniciar os trabalhos pós-ocorrência. Em nota, a Prefeitura informou que as linhas 547 e 560, que atendem ao Bairro Nossa Senhora de Fátima, estão operando com alteração no ponto final, que foi transferido temporariamente para a altura da Paróquia Universitária Nossa Senhora de Fátima. A medida preventiva foi adotada para garantir a segurança da operação e dar continuidade ao atendimento das linhas à comunidade.
Sobre os trabalhos de vistoria da Defesa Civil, a Administração municipal não se posicionou até o fechamento desta edição.
Uma idosa de 62 anos ficou ferida após a casa que estava desabar parcialmente na manhã de 31 de março deste ano. A residência ficava ao lado do terreno da mesma obra. A mulher foi levada por meios próprios para a UPA São Pedro e transferida para o Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Teixeira (HPS). A última atualização da Secretaria de Saúde informava que ela estava estabilizada e seguia aos cuidados médicos.
Segundo o Corpo de Bombeiros, a casa onde a idosa morava foi atingida após a obra vizinha realizar um serviço de desaterro com uso de maquinário, o que poderia ter comprometido a estrutura da residência. O local foi isolado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), e a Defesa Civil foi até o ponto do desabamento, onde confirmou a interdição do imóvel e da obra à época.




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