Secretário de Estado diz que petista 'colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro'

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16.jul.2026 à 0h51 Atualizado: 16.jul.2026 à 0h57

Após a decisão do governo dos EUA de aplicar um novo tarifaço contra o Brasil, o secretário de Estado, Marco Rubio, culpou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela nova sanção de 25% sobre os produtos brasileiros anunciada pelo USTR (Escritório do Representante do Comércio dos EUA).

Nas redes sociais, Rubio escreveu que "o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé". "Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso", diz Rubio.

O novo tarifaço de 25% sobre os produtos brasileiros foi anunciado na noite desta quarta-feira (15) e deve ser implementado no próximo dia 22 de julho. A sobretaxa será aplicada com base na seção 301, lei de comércio que autoriza os EUA a retaliar países cujas políticas ou práticas sejam consideradas injustas.

A investigação teve início em julho do ano passado, como uma das medidas anunciadas pelo republicano em reação ao que ele classificou como uma "caça às bruxas" contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Rubio esteve reunido com o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no fim de maio deste ano, na mesma viagem em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve com o presidente Donald Trump no Salão Oval. Flávio retornou aos EUA para participar de uma audiência sobre a seção 301, que ouviu, em sua maioria, o setor privado. Ele pediu que os americanos não tarifassem o Brasil.

De acordo com um alto funcionário do governo americano, Flávio não esteve reunido com altos representantes do USTR, como o representante do comércio Jamieson Greer nem outros membros do alto escalão.

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