Holanda 5 x 1 SuéciaA Holanda estreou empatando em 2 a 2 com o Japão, resultado não de todo ruim, pois os asiáticos demonstraram a habitual disciplina tática e futebol muito participativo.Porém, como o time laranja esteve à frente no placar por duas ve
Holanda 5 x 1 Suécia
A Holanda estreou empatando em 2 a 2 com o Japão, resultado não de todo ruim, pois os asiáticos demonstraram a habitual disciplina tática e futebol muito participativo.
Porém, como o time laranja esteve à frente no placar por duas vezes, o empate ficou com um gostinho amargo.
Assim, diante da Suécia, em Houston, a palavra de ordem por parte dos holandeses era vencer ou vencer, em que pese o adversário ter vindo de goleada sobre a Tunísia por 5 a 1.
Mas, contra a Tunísia, não dá para medir muito a força de um time, convenhamos...
E o triunfo holandês se desenhou nos 16 minutos iniciais do primeiro tempo, com dois gols de Bryian Brobbey.
Mas a equipe da linda camisa laranja se retraiu, e os suecos não demonstraram se dar por vencidos, e criaram boas chances ainda na etapa inicial, incluindo um gol que acabou (bem) anulado, por impedimento.
No segundo tempo, logo aos 2 minutos de bola rolando, Gakpo só empurrou para o fundo do gol após belíssima jogada de Dumfries pela direita.
Ou seja, se a Suécia deixou uma impressão positiva pelo que havia criado nos últimos minutos do primeiro tempo, o terceiro tento da Holanda foi um tremendo banho de água fria.
E para melhorar a situação do time laranja, e complicar de vez a vida dos suecos, em um contra-ataque mortal, Gakpo fez seu segundo gol na partida, o quarto da Holanda.
A fatura já estava liquidada, e isso com 8 minutos decorridos da etapa complementar.
A Suécia ainda aproveitou uma jogada isolada para, aos 13 minutos, descontar com Elanga.
E aos 43 minutos, Summerville deixou o seu, fazendo o quinto tento holandês, ao receber passe do corintiano Memphis, que entrou no segundo tempo.
Duas coisas me impressionaram no time holandês, talvez adversário do Brasil na próxima fase: as ótimas transições, e uma grande efetividade de concluir contra-ataques em gols.
Os pontos-chave do time holandês são o ótimo meio-campo, com meias habilidosos e lépidos nas tomadas de decisões, e laterais que apoiam com grande qualidade, principalmente Dumfries, pela direita.
Ou seja, as duas maiores virtudes holandesas são os dois maiores problemas do Brasil...
Assim, cá entre nós, é melhor não pegar a Holanda no primeiro 'mata-mata'.
Hoje, em termos percentuais, seria algo como: Holanda 85% x 15% Brasil.
Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL


