Senado aprova nome de Rodrigo Pacheco para a vaga de Bruno Dantas no Tribunal de Contas da União. Leia mais

• O Senado aprovou em 1º de setembro de 2026 a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), depois da renúncia de Bruno Dantas. • A votação secreta contou com apoio de parlamentares da base e da oposição, e a escolha foi formalizada pelo Projeto de Decreto Legislativo 995/2026, apresentado em 31 de agosto. • A indicação ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados.

O Senado aprovou nesta terça-feira, 1º, a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), na cadeira deixada por Bruno Dantas nesta semana. Em votação secreta, o ex-presidente da Casa recebeu 63 votos favoráveis e 4 contrários.

Pacheco foi indicado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), depois de Dantas decidir antecipar sua saída do tribunal. A escolha foi formalizada por meio do Projeto de Decreto Legislativo 995/2026, apresentado nesta segunda-feira, 31, e subscrito por outros 19 senadores.

A indicação reuniu apoio de parlamentares da base governista e da oposição. Entre os signatários estão os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Ciro Nogueira (PP-PI), Camilo Santana (PT-CE), Rogério Marinho (PL-RN), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Cid Gomes (PSB-CE) e Omar Aziz (PSD-AM).

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Com o aval dos senadores, a escolha de Pacheco ainda precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados. Se também for aprovada pelos deputados, a indicação poderá ser efetivada para o preenchimento da vaga no TCU.

A escolha de Pacheco para o tribunal foi articulada diretamente por Alcolumbre. Os dois mantêm uma relação política próxima no Senado, e o atual presidente da Casa já havia defendido o nome do mineiro para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Pacheco chegou a ser cotado para ocupar a cadeira deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contudo, optou por indicar o então advogado-geral da União, Jorge Messias. O nome enfrentou forte resistência de Alcolumbre e acabou rejeitado pelo Senado em uma votação histórica.

A vaga no TCU surgiu com a decisão de Dantas de deixar antecipadamente a Corte. O ministro poderia permanecer no tribunal por quase mais três décadas, até atingir a idade de aposentadoria compulsória. Dantas integrava o TCU desde 2014 e presidiu o órgão no biênio 2023-2024.

A cadeira é destinada à escolha do Congresso Nacional. Por isso, diferentemente das indicações feitas pelo presidente da República para o TCU, a escolha de Pacheco passa pelas duas Casas legislativas.

Advogado especializado em Direito Penal, Rodrigo Pacheco construiu sua carreira inicialmente na advocacia. Foi conselheiro seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais, de 2007 a 2012, e conselheiro federal da entidade de 2013 a 2015.

Pacheco ingressou na política eleitoral em 2014, quando foi eleito deputado federal por Minas Gerais. Na Câmara, chegou a presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Quatro anos depois, em 2018, foi eleito senador pelo Estado.

A ascensão no Senado foi rápida. Depois de presidir a CCJ, Pacheco chegou ao comando do Senado e do Congresso Nacional em 2021 e permaneceu na presidência da Casa por dois biênios, até 2025.

Nos últimos anos, o senador se aproximou de Lula e chegou a ser apontado pelo presidente como uma opção para disputar o governo de Minas Gerais em 2026. Pacheco, porém, recusou a candidatura e sinalizou o encerramento de seu ciclo na política eleitoral.

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Parabéns Pacheco. A republica apodreceu e escolhe pessoas como vc para grandes postos. lhe dão vitalicidade e todo aparato para atuar. Nós brasileiros, o povo não podemos fazer nada.