Senado Federal - Carlos Moura/Agência Senado Leia Também• Em agenda com João, senadores reforçam a parceria com o governo Lula e comentam conjuntura nacional• Plano de saúde de senadores gera rombo milionário; confira a coluna desta quarta (19)• Rádio Folha 96,7 FM define ordem de sabatinas com candidatos ao Senado em PernambucoPernambuco vai escolher dois senadores nas eleições de outubro, em uma disputa que já incorpora a polarização política nacional. Entre os candidatos, diferentes estratégias aparecem na busca pelas duas cadeiras: enquanto alguns reforçam o alinhamento com o presidente Lula (PT) ou com o campo bolsonarista, outros apostam na força de alianças locais e de lideranças municipais.
O resultado, porém, terá efeitos que ultrapassam as fronteiras do estado. A composição do Senado a partir de 2027 poderá influenciar a correlação de forças no Congresso e o ambiente político enfrentado pelo próximo presidente da República. Uma bancada alinhada ao governo pode ampliar sua capacidade de articulação para aprovar a agenda legislativa, enquanto uma maioria oposicionista pode dificultar a tramitação de propostas do Executivo. Entre os candidatos que mais pontuam estão Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Túlio Gadêlha (PSD), Mendonça Filho (PL) e Eduardo da Fonte (PP). Os nomes representam diferentes maneiras de combinar a polarização nacional com as alianças construídas em Pernambuco. O campo governista Humberto Costa parte de uma posição de proximidade histórica com o PT e com o presidente Lula. Marília Arraes também está alinhada ao campo lulista. Já Túlio Gadêlha apresenta uma configuração diferente: embora integre a articulação estadual ligada à governadora Raquel Lyra, mantém manifestações públicas de apoio ao presidente. A proximidade com Lula, porém, é disputada. Candidato à reeleição, Humberto reivindicou para si uma identidade mais estreita com o petismo ao comentar a relação de Gadêlha com o presidente. “Eu acho que tenho uma identidade inquestionável na relação com Lula. Fui fundador do PT, sempre militei no partido, estive com o presidente nas horas difíceis e nas mais fáceis”, afirmou. Gadêlha, por sua vez, diz que o apoio a Lula faz parte de sua trajetória política.“Quem acompanha nossa luta sabe que a gente sempre teve essa posição de apoio ao presidente, de ajuda do seu governo, por reconhecer os avanços que ele tem trazido para o país e principalmente para Pernambuco”, declarou. Na última semana, em Brasília, Lula participou da gravação do programa eleitoral de João Campos ao lado de Humberto Costa e Marília Arraes. O registro foi mais um movimento da campanha que aproximou os candidatos do campo lulista. O campo bolsonarista Do outro lado, Mendonça Filho (PL) associa a disputa ao cenário nacional e à polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro. “A eleição para o Senado naturalmente tem influência sobre o quadro nacional, ou sofre influência do quadro nacional, que está bem polarizado. De um lado, o presidente Lula, do outro lado, Flávio Bolsonaro”, afirmou. Para o candidato, a identificação com o campo bolsonarista pode representar uma vantagem eleitoral em Pernambuco. Mendonça, porém, afirma também buscar eleitores de centro. “Eu busco também ampliar para setores do centro político e do diálogo que eu construí ao longo da minha vida pública.” Nem todos os candidatos apostam na nacionalização como eixo central. Eduardo da Fonte (PP) evita se posicionar diretamente entre Lula e Bolsonaro e concentra o discurso em pautas estaduais. “Meu partido é Pernambuco, e eu irei mostrar a força da cadeira de um senador para trabalhar pelo estado”, afirmou.




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